- Vitória, ES 26°C

Vitória 26°C

Anúncio
Cidades

Benzedeiros capixabas participam de documentário

Patrocinado pelo Ministério da Cultura, projeto vai mostrar a tradição do benzimento na região serrana do Espírito Santo

Maria Jorgete Grassi já benzeu a idealizadora e produtora do documentário, Joana Francisco

Última atualização

 













|













Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda: false
Alinhar à direita: false
Alinhar ao centro: true
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Estilo:


Nove capixabas estão em um documentário patrocinado pelo Ministério da Cultura que mostra a tradição do benzimento na região serrana do Estado. Com um ramo de ervas e ou um terço na mão, eles afirmam que rezam para melhorar problemas de saúde e até “mau-olhado”. 

Profissionais de saúde revelaram que já foram curados de doenças após passarem pela prática tradicional, que é defendida até por terapeutas. E tem até benzedeira que atende a  distância. 

Uma das personagens do documentário que vai mostrar os benzedeiros capixabas é a Maria Jorgete Grassi, 77, a dona Jorgete, como ela é mais conhecida em Alfredo Chaves. 

A aposentada garantiu que nunca cobrou atendimento para quem a procura em sua casa, no bairro Macrina. “Não cobro nada. Não posso negar atendimento para ninguém”. 

Dona Jorgete contou também que benze amigos, conhecidos da família e até pessoas de outros municípios há mais de 30 anos. Tudo começou  depois da morte de seu pai. “Foi meu pai que me ensinou a benzer. Ele quis deixar para mim porque nenhum dos outros filhos se interessou, só a minha cunhada. Mas ela não aprendeu, eu sim. E já benzo há 32 anos”. 

Alguns pedidos de oração que chegam até  ela possuem nomes bem característicos, como “mau-olhado”, que é a famosa inveja, o mal de simioto, nome popular para a desnutrição em bebês, e o “fogo selvagem”, o pênfigo (doença autoimune). Para a última, o benzimento é diferente: “Coloco a criança sobre o fogão a lenha e vou benzendo junto com a fumaça que sai dele”. 

Quem garantiu que já curou um filho com benzimento foi a aposentada Celita Lima, 66, também de Alfredo Chaves.

 “Hoje, ele tem 33 anos, mas meu filho mais novo nasceu com muitos problemas, como  desnutrição. Ele gripava muito, vivia doente. Nós o curamos com os benzimentos”. 

A idealizadora e produtora do documentário, a professora de História, Joana Francisco da Penha,  45, revelou que é uma das pessoas que procuram o benzimento de Dona Jorgete. E contou   o objetivo da produção.

 “O projeto ‘Benzedeirxs: a Arte da Cura Pela Fé’ desmistifica crendices sobre esse ofício e a associação a práticas malignas, apresentando toda a fé e religiosidade dessa tradição milenar”.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.