Quem dirige sob o efeito de drogas como cocaína, maconha e ecstasy poderá ter problemas a partir deste ano. Isso porque o famoso teste do bafômetro vai ganhar um novo companheiro de blitz: o “drogômetro”, que será utilizado por agentes de trânsito em todo País, segundo o governo federal.
A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, que é ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, estudou sobre o assunto durante três anos, ouvindo especialistas e testando diferentes tipos de tecnologia para escolher o equipamento.
O modelo escolhido, que é importado, aponta se a pessoa usou substâncias psicoativas através da saliva do motorista, coletada por uma espécie de canudo. A partir da mistura de uma amostra com um reagente, o equipamento indica se a pessoa usou ou não alguma droga, mas sem indicar a quantidade, como acontece no bafômetro.
O objetivo é reduzir os acidentes provocados por motoristas que usam essas substâncias.
A medida já é prevista no Código Brasileiro de Trânsito. “Ou seja, não há necessidade de uma alteração na lei, pois o mesmo artigo que penaliza o motorista que dirige sob o efeito de álcool também fala sobre substâncias psicoativas. A grande dificuldade em cumprir a lei era justamente flagrar a utilização dessas drogas”, afirmou o especialista em direito de trânsito, Paulo André Cirino.
Com isso, a infração será considerada gravíssima no valor de R$ 2.934,70 e suspensão da carteira de motorista por 12 meses. Quem se recusa a passar pelo teste é penalizado com a mesma multa.
A medida está em fase de elaboração e ainda não há previsão de quando entrará em prática nas blitzes. A possibilidade desse tipo de fiscalização foi elogiada pelo diretor-geral do Detran-ES, Givaldo Vieira. “Toda ferramenta que nos permite verificar que a pessoa está conduzindo com condições é importante. Vejo como uma medida simpática para aumentar a segurança, mas aguardamos mais detalhes”, disse.
Em nota, a Polícia Rodoviária Federal também ressaltou a importância do equipamento. “A identificação permitirá a confirmação do uso da substância, fato até então obtido somente através de exames clínicos, demonstrando a importância da adoção do sistema”.

