Neste domingo (22), o “Bonde 42”, que foi totalmente restaurado, será aberto para visitação. O ícone da história capixaba, é um símbolo de muita cultura. Os reparos iniciaram no dia 15 de janeiro. A visitação será aberta a partir das 11 horas, na Casa da Memória, na Prainha.
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A restauração contemplou o teto do bonde e de outras peças danificadas por conta da força do tempo.
Após a entrega, o coletivo Museu Vivo vai apresentar a esquete da peça Anchieta Depoimentos, do escritor e diretor Paulo de Paula. A peça foi apresentada pela primeira vez em 1976 nos palcos do Teatro Carlos Gomes, com as presenças dos mestres de congo Honório e Alcides.
A Casa da Memória funcionará durante todo o feriadão, das 9 às 18h.
Importância
“A restauração, além de ajudar a montar o quebra-cabeça da história canela-verde, nos remete a uma lembrança carregada de informações sobre tradições e saberes da cultura vila-velhense. É a nossa cultura sendo cuidada minuciosamente, para que continue contando a importância de Vila Velha para a formação do Espírito Santo, do orgulho capixaba, que nasceu aqui”, comentou o prefeito, Arnaldinho Borgo.
Segundo o secretário de Cultura e Turismo, Paulo Renato Fonseca Júnior, a restauração mostra o resgate da cultura canela-verde e fortalece o sítio histórico da Prainha, marco zero da civilização capixaba.
“A iniciativa representa um investimento de R$ 80 mil, joga luz na história da implantação do modal que, no começo do século 19, representou um salto de qualidade de vida para os moradores pois, por muitas décadas, foi o meio de deslocamento mais rápido e confortável que havia”, contou Paulo.
A restauração do bonde foi realizada pela Prefeitura de Vila Velha, Instituto Histórico e Geográfico de Vila Velha (IHGVV) e Instituto Vale.
História
No dia 12 de abril de 1912, dois bondes elétricos foram inaugurados em Vila Velha e, cinco meses depois, a empresa Viação Elétrica comprou mais dois conjuntos e uma gôndola. Os bondes circulavam por dez quilômetros de trilhos por toda a cidade. Um saía do Centro, outro de Paul, e o cruzamento dos dois acontecia na Estação de Aribiri.
De acordo com o subsecretário de Cultura, Manoel Goes, “o bonde tinha 12 metros de comprimento e atingia velocidade de 30 quilômetros por hora. Comportava aproximadamente 50 pessoas sentadas, 36 em pé na lateral e cerca de 20 pessoas em pé no meio do carro”.
“O Bonde 42 é o último exemplar da frota da antiga Escelsa, hoje EDP, que era a gestora do modal que tem enorme importância no desenvolvimento da cidade. Por onde passou, foram fundados bairros como Ataíde, Aribiri e Glória”, lembrou o presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Vila Velha (IHGVV), Lauro Rodrigues.
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