Os novos radares de velocidade que começaram a ser instalados na BR-101 em abril pela Eco101, concessionária que administra a via no Estado, ainda não estão multando.
Já foram instalados 80 do total de 87 equipamentos. No entanto, nenhum está em funcionamento.
Com isso, a maior parte da rodovia federal no Espírito Santo segue sem fiscalização eletrônica. Em 2017, mais de 40 radares foram desinstalados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), após o fim do contrato com a empresa responsável.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) repassou à Eco101 a responsabilidade de contratar a empresa para fazer a implantação, operação e manutenção dos novos radares. A instalação teve aprovação da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que é responsável pela fiscalização.
A BR-101 possui 475 quilômetros no Estado, sendo que somente 27 locais são fiscalizados por radar, de acordo com a concessionária.
Segundo a Eco101, após a instalação de todos os equipamentos, eles serão aferidos e, então, homologados pela PRF. “Em seguida, os controladores de velocidade passarão a funcionar de forma educativa/estatística e, posteriormente, em caráter oficial”, disse, por nota.
A concessionária frisou que a divulgação de pontos de radares é de competência da PRF.
Em nota, a PRF informou que o processo de aferição dos 80 equipamentos já foi iniciado. “Após essa etapa, haverá a homologação”, afirmou, acrescentando que não há previsão de datas para que os aparelhos comecem a funcionar.
Para a especialista em Segurança no Trânsito Roberta Torres, “é bastante preocupante” o não funcionamento dos radares.
“O radar é um instrumento que mede e flagra os excessos, aqueles que estão colocando em risco a sua própria vida e a dos demais. O excesso de velocidade é um dos principais fatores de risco que aumentam a probabilidade de um acidente e também a severidade deles”, aponta Roberta.
