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Cães são atração na cerimônia de casamento

O casamento da engenheira Carolina Maia, 28, com o bombeiro militar Wagner Rangel, 29, seguia normalmente até que Lola, cadela do casal da raça ...

Cadela participou da cerimônia

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Os noivos Carolina Maia e Wagner Rangel com a cadela Lola, que surgiu no altar (Foto: Debora Benaim/ Divulgação)O casamento da engenheira Carolina Maia, 28, com o bombeiro militar Wagner Rangel, 29, seguia normalmente até que Lola, cadela do casal da raça Bernese, surgiu no altar, montado num sítio em Vila Velha.

“Decidimos colocar a Lola para entrar com as alianças, já que é um momento muito importante da celebração. Mas não tivemos tempo de ensaiar com ela e, por isso, não sabíamos como ia acontecer. Geralmente, quando ela vê a gente, já pula, sai correndo. Então, nem tínhamos ideia de como seria esse caminho até o altar”, conta Carolina.

“Mas deu tudo certo. Quando ela chegou ao altar, deu uma sentadinha. Quando assobiamos, ela veio, querendo correr na nossa direção. Foi até um momento engraçado da cerimônia. Os convidados riram e aplaudiram. E no altar foi uma festa. O Wagner pegou a Lola, beijou, abraçou. Foi a maior festa”, lembra.

“Casamento é um momento único em nossa vida. Não tinha porque deixar a Lola, tão importante, longe da gente naquele instante. Nem conseguia me imaginar sem ela lá”, diz Carolina, que não é a única a contar com cães dando um show à parte durante a cerimônia.

Médica veterinária comportamentalista, Melissa Ferreira explica que os cachorros percebem e sentem a felicidade dos donos, como é a ocasião dos casamentos. “Há raças que não são indicadas. porque não têm essa percepção. Pelo contrário, podem ficar incomodadas. Não por causa dos donos, mas dos convidados estranhos no local”.

Segundo ela, cães que participam das cerimônias precisam ser sociais. “Desde que respeite o bem-estar do animal e a vontade dele, é uma situação sadia, já que muitos casais tratam seus cães como verdadeiros filhos”, destaca.

Também médica veterinária, Myrna Peres Wanderley analisa que situações como essas remetem à busca incessante pela matilha por parte dos animais.

“No caso do cão da raça Bernese, ele só precisava e queria ficar junto dos donos no momento mais feliz da vida deles. E a colaboração para entrada até o altar e fotos, por exemplo, dependem também da índole do cão. Nesses casos, são cachorros humanizados e que entendem que têm de estar presente nesses momentos”.

Cadela participou da cerimônia (Foto: Debora Benaim/ Divulgação)
 

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