Um caixão foi deixado na entrada de um sítio, localizado às margens da BR 101, na altura da localidade de Jaqueira, zona rural de Anchieta no Sul do Espírito Santo. Dentro dele, havia um documento que atestava a morte de um paciente de um hospital do Rio de Janeiro. Essa unidade de saúde está localizada a mais de 300 quilômetros de distância da propriedade onde o caixão foi encontrado e o mistério intriga moradores da região.
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Segundo o dono da propriedade, um homem, de 50 anos, que preferiu não se identificar, o caixão foi abandonado na entrada do sítio, nas intermediações do quilômetro 351, da rodovia, na madrugada do último sábado (2).
“Por volta das 5 horas, uma Fiorino branca parou aqui e meu primo viu eles jogando esse caixão. Meu primo acorda cedo para cuidar da plantação e ele viu o carro subindo em direção ao sítio, mas depois retornou para a rodovia. Quando ele foi ver, tinha um caixão na entrada do sítio”, explicou o dono da propriedade.
A cena assustou os moradores do sítio. A mãe do dono do terreno tem 80 anos e ficou preocupada. “Eu fiquei assustado. Alguns falavam que era uma ameaça de morte, mas temos vizinhos tranquilos e não temos problema com ninguém. Outros achavam que era magia negra”, afirmou o dono da propriedade.
Os moradores do sítio acionaram a polícia. Na tarde desta terça-feira (5), a Polícia Rodoviária Federal e funcionários da Eco101, empresa que administra a rodovia, foram até o local para retirar o caixão.
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“Eles abriram e constataram que o caixão estava vazio, só tinha papéis e um saco preto de carregar defunto e outro cinza, que estava com o prontuário desse hospital que fica no Rio de Janeiro”, informou o dono do sítio.
O documento de identificação da morte é de um homem, de 57 anos, e é datado de 29 de março deste ano. O hospital fica no Méier.
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Procurada, a PRF informou que identificou de fato que existia um caixão, porém o mesmo estava vazio. “Por se tratar de um caixão novo, ele foi entregue à Prefeitura de Guarapari para demais providências”, disse a corporação.
O Hospital Marcos Moraes, em nota, confirmou que o paciente esteve internado na unidade.
“O paciente esteve internado no Hospital Marcos Moraes, no Rio de Janeiro, entre os dias 17 e 29 de março, quando faleceu. Na ocasião, foram entregues à família o sumário de alta e o atestado de óbito. Com os documentos em mãos, familiares escolheram uma funerária para a retirada e transporte do corpo, que aconteceram no dia 30 de março pela manhã. O Hospital Marcos Moraes informa que a responsabilidade pelo corpo e documentação passaram, então , a ser da família e da empresa por ela contratada”, diz a nota.
A Polícia Civil informou que não há registro de ocorrência com essas características entregue na Delegacia Regional de Anchieta.