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Cidades

Capixaba em campeonato mundial de Pokémon

Jovem vai disputar o Pokémon Video Game Championships, que reúne cerca de 500 competidores de diversos países

Capixaba em campeonato mundial de Pokémon
- Matheus Furlani Carretta mostra o Nintendo Switch que usa para jogar e treinar para as batalhas
Foto de perfil de Will Anholetti

Will Anholetti

Will Anholetti é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Língua Portuguesa e docência no Ensino Superior. Repórter multimídia, escreve para A Tribuna e Tribuna Online.

Última atualização



Nascido em Santa Teresa e morador de Vila Velha, o desenvolvedor de software Matheus Furlani Carretta, 30, está entre os 60 jogadores da América Latina classificados para o campeonato mundial de Pokémon.

Com a vaga, ele será o único representante do Estado na principal competição da modalidade, que será realizada entre os dias 28 e 30 de agosto, em São Francisco, nos Estados Unidos.

Matheus vai disputar o Pokémon Video Game Championships (VGC), que reúne cerca de 500 competidores de diversos países do mundo.

O evento conta ainda com as disputas das categorias Trading Card Game (TCG), Pokémon GO e Pokémon Unite.

Apaixonado pela franquia desde a infância, Matheus sempre assistiu ao desenho e jogava os games, mas ficou anos longe desse universo. Ele voltou a jogar no fim de 2023, após comprar um Nintendo Switch, e estreou nas competições oficiais em 2025, na regional do Rio de Janeiro.

“Foi ali que eu me apaixonei pelo competitivo e falei: ‘Cara, vou investir nisso’. Como eu já tinha perdido alguns campeonatos da temporada, decidi focar na seguinte.”

A vaga no mundial foi conquistada após uma temporada de competições oficiais. Para participar da decisão, os jogadores precisam acumular pontos em campeonatos que são realizados desde lojas autorizadas e torneios online até grandes eventos regionais, internacionais e eventos especiais, disputados entre setembro e julho.

Nesta temporada, Matheus somou 890 pontos ao disputar sete torneios, incluindo competições no Brasil, Chile e Estados Unidos, garantindo lugar entre os 60 melhores do ranking latino-americano.

No Video Game Championship (VGC), o desempenho depende de muito estudo. Além de treinar as partidas, os competidores analisam estratégias, acompanham os Pokémon mais utilizados na temporada e estudam habilidades, golpes, itens e as interações entre os diferentes tipos.

“Eu falo que a curva de aprendizado é muito alta. Você precisa conhecer os Pokémon mais usados, entender habilidades, itens, golpes e todas as interações entre eles. Conforme você joga, muita coisa vira memória muscular, mas é um jogo que sempre tem algo novo para aprender”, afirma.

ENTREVISTA

“É um jogo muito estratégico” – Matheus Carretta, jogador

A Tribuna – É a primeira vez que você chega tão longe?

Matheus Carretta – É a primeira vez. Depois que joguei o campeonato da América do Norte, onde boa parte dos competidores que vão para o mundial também estavam competindo, enfrentei alguns deles. Acho que estou com uma expectativa bem positiva. Sei que vai ser difícil, mas antes eu achava que era impossível.

– Como é a comunidade competitiva de Pokémon no Espírito Santo?

Nos falamos por um grupo no WhatsApp com cerca de 50 jogadores, todos capixabas. A comunidade ainda é pequena. Tem bastante player ativo, mas nos torneios ainda participam poucas pessoas. Existe uma rotatividade muito grande de jogadores.

– Como funciona a competição na prática?

Ela acontece em um espaço grande, com várias mesas e cadeiras. Os organizadores divulgam cada rodada por um site e também fazem avisos sonoros. No celular aparece quem será seu adversário e em qual mesa você deve jogar. Cada jogador leva seu Nintendo Switch, mas a organização oferece toda a estrutura para carregar o console e fazer a conexão. Depois é só começar a batalha.

– Como funciona a batalha?

É o jogo clássico de Pokémon, por turnos. Cada Pokémon possui quatro golpes. Você escolhe a ação e quem tiver mais velocidade ataca primeiro. Também é possível trocar de Pokémon durante a partida ou prever as jogadas do adversário. É um jogo com muito mais estratégia do que as pessoas imaginam.

– Como é montado o time para um campeonato?

Antes do torneio eu escolho seis Pokémon e faço um pré-registro informando exatamente quais serão utilizados. Também defino quais itens cada um vai carregar e quais serão os golpes. Durante a competição não é possível mudar esse time.

SAIBA MAIS

Competição

> O Video Game Championship (VGC) é o circuito oficial dos torneios competitivos da franquia Pokémon.

> Nos torneios, cada competidor registra uma equipe com seis Pokémon. Mas, antes de cada batalha, escolhe só 4 para disputar a partida.

Batalha

> As partidas são disputadas em dupla, com dois Pokémon em campo de cada lado.

> A cada rodada, os jogadores definem as ações de seus Pokémon, como atacar, trocar um integrante da equipe ou utilizar golpes de suporte.

> A ordem das ações depende de fatores como velocidade, habilidades e efeitos aplicados durante o combate.

Curiosidades

> Nem todos os Pokémon podem ser usados. Embora a franquia tenha mais de mil espécies, a cada temporada a organização define quais estarão liberados nas competições oficiais.

> As regras mudam a cada temporada. A organização atualiza periodicamente o regulamento, definindo quais Pokémon, habilidades, itens e mecânicas podem ou não ser utilizados. Isso faz com que o cenário competitivo esteja sempre se renovando.

> Um Pokémon considerado muito forte em uma temporada pode deixar de ser utilizado na seguinte, dependendo das mudanças nas regras e da entrada de novos Pokémon ou mecânicas.

> Cada turno tem tempo limitado. Os jogadores não podem pensar indefinidamente.

> Existe um cronômetro para decidir cada jogada e também um limite de tempo para toda a partida.

> A equipe não pode ser alterada durante o torneio. Depois que o time é registrado, os seis Pokémon, seus golpes, habilidades e itens permanecem os mesmos até o fim da competição. O que muda de uma batalha para outra é apenas a escolha de quais quatro entrarão em campo.

Fonte: Especialista e pesquisa AT.


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