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O artista capixaba Wilson Ferreira criou um memorial para homenagear as 49 vítimas do massacre na Pulse, uma boate gay em Orlando, Flórida, nos EUA, ocorrido há seis anos.
Intitulada “Aegis”, a obra foi inaugurada no dia 7 de dezembro e está exposta no SF LGBT Center, em São Francisco, na Califórnia, nos EUA, e, segundo Wilson, é um ‘escudo LGBTQIAP+’ que simboliza proteção à comunidade queer.
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“O memorial é um escudo, e por sua vez, escudo significa proteção. Nossa comunidade latina e LGBTQIAP+ precisa ser protegida. Os 49 furos no escudo representam a ligação entre o terreno e o celestial. E a bandeira da nossa causa, atrás do escudo, está sendo protegida por ele”, afirmou.
O capixaba pontuou ainda a importância da obra estar exposta em São Francisco, uma cidade reconhecida internacionalmente pelo acolhimento à comunidade LGBTQIAP+.
“São Francisco ‘pedia’ a criação desse memorial. A cidade é reconhecida internacionalmente por acolher a comunidade LGBTQIAP+ e historicamente tem essa ‘função’. Harvey Milk, político e ativista gay, por exemplo, é um dos muitos nomes da cidade que têm uma história sólida e reconhecida nas lutas dessa causa”, disse.
O “Massacre da Boate Pulse”, como o caso ficou mundialmente conhecido, aconteceu em 12 de junho de 2016, quando um atirador deixou 49 pessoas mortas no local. Foi tratado pela mídia e pela Justiça norte-americana como um atentado LGBTfóbico.
Em 20 de novembro deste ano outro atentado LGBTfóbico ocorreu em solo americano. Ao menos cinco pessoas foram mortas e 25 ficaram feridas em um ataque a tiros no Clube Q, em Denver. O autor foi acusado de homicídio e crime de ódio.