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Capixaba pede ajuda para ir à guerra na Ucrânia

Rafael Fernandes, 28 anos, diz que está disposto a deixar a família, os amigos e o trabalho para lutar com os ucranianos

Rafael Fernandes conta que já participou de ações do Exército Brasileiro: “Agora, quero combater na Ucrânia”

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Defender a nação, o povo e a pátria ucraniana. São esses os objetivos do jovem capixaba Rafael Fernandes, de 28 anos, que pede ajuda para ir à guerra no país invadido pela Rússia.

Morador de Vila Velha, ele está disposto a deixar a família, os amigos e o trabalho de vigilante para embarcar a qualquer momento para a Ucrânia.

“Meu objetivo é voltado à ação humanitária, ajudando crianças e idosos. Todavia, também quero participar dos conflitos militares e civis, dando total apoio ao exército ucraniano”, afirmou.

Rafael serviu ao Exército Brasileiro por dois anos e faz parte, segundo ele, de um grupo de 24 capixabas que também querem ir para a guerra.

“Pelo Exército, participei de confrontos no Complexo do Alemão e na Rocinha, no Rio de Janeiro. Também ajudei em operações de resgate e entrega de suprimentos durante enchentes aqui no Estado”, contou.

Em 2017, durante a greve da Polícia Militar no Estado, Rafael chegou a buscar apoio de militares do Exército para auxiliar os policiais. “Infelizmente foi uma tentativa sem  sucesso”.

Agora, o jovem busca uma maneira de viajar para a Ucrânia e ajudar no enfrentamento aos ataques russos.

Segundo ele, cerca de 500 brasileiros se mobilizam através de grupos em redes sociais para se alistar à Legião Internacional de Defesa do Território (LIDT), criada pelo governo ucraniano em meio ao conflito. 

“Esses voluntários buscam levantar recursos para apoiar o exército ucraniano. Mais de 100 pessoas já formalizaram contato junto à Embaixada da Ucrânia no Brasil”, detalhou Rafael.

De acordo com o jovem, os custos para ir à guerra são de até R$ 7 mil por pessoa, entre passagens aéreas e documentação.

Rafael explica que busca recursos com diversos setores. “Estou correndo atrás de empresários capixabas, mas só consegui a resposta de dois. Os demais são de outros estados”, relatou o jovem.

“O nosso interesse, voluntários do mundo inteiro, é brigar contra essa injustiça que está acontecendo com os ucranianos. Por esse objetivo, eu estaria disposto a pagar com a minha própria vida”, ressaltou.

 “Vou ajudar e combater”

A tribuna – Qual é o seu objetivo ao ir à Ucrânia?

Rafael fernandes – Ajudar o povo do país a fugir dessa repressão e apoiar o governo contra o ataque russo. Farei trabalhos de resgate e ações humanitárias, principalmente com idosos e crianças, além de participar dos conflitos militares e civis, dando total apoio para o exército ucraniano. Vou ajudar e combater.

Você possui experiência para isso?

Já participei de operações de conflitos armados, mas não propriamente caracterizados como guerra. Servi ao Exército Brasileiro por dois anos e subi os complexos do Alemão e da Rocinha, ambos no Rio de Janeiro.

 Também ajudei em operações de resgate durante enchentes e entrega de suprimentos aqui no Estado. Em 2017, durante a greve da Polícia Militar, pedi ajuda ao Exército para auxiliar os policiais, mas infelizmente foi uma tentativa sem sucesso.

De onde vem o incentivo para participar da guerra? 

É uma vontade que muitos possuem. Algumas pessoas não se enxergam em um trabalho convencional, a não ser em forças de segurança. O incentivo vem do princípio de ajudar as pessoas necessitadas e  evitar mais massacres. 

 Como pretende ir?

Estou buscando formas de captar apoiadores para nos ajudar no custeio da passagem e que tenham interesse em compartilhar milhas ou patrocinar  os voluntários.

Os custos para ir à guerra são de até R$ 7 mil por pessoa, entre passagens aéreas e documentação. Se eu conseguir retornar ao Brasil após a guerra, será a melhor experiência de toda a minha vida.

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