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Capixaba que estava preso na Bolívia devido a protestos chega ao ES

Após quatro dias na estrada, casal retorna ao Espírito Santo; bloqueios nas rodovias da Bolívia e vistos quase inviabilizaram a volta

Capixaba que estava preso na Bolívia devido a protestos chega ao ES
- Rafael Melo Darrouy ficou preso na Bolívia por 55 dias
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Layna Cruz

Jornalista formada pela Universidade Federal do Espírito Santo, é repórter multimídia no jornal A Tribuna e portal Tribuna Online. Já atuou no Tribunal de Justiça do Espírito Santo e no Senac-ES. Curiosa sobre tudo o que envolve comunicação e jornalismo, possui experiência nas áreas de assessoria de imprensa, comunicação institucional, cobertura de eventos, mídias sociais, fotografia e produção de vídeos e podcasts.

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Depois de quatro dias de viagem, o empresário capixaba Rafael Melo Darrouy, 40 anos, e a namorada, que não quis se identificar, chegaram ao Espírito Santo no domingo (21). Eles estavam na Bolívia desde o dia 26 de março e não conseguiam sair devido aos protestos que bloquearam rodovias e fronteiras.

Bloqueios, visto e perda do pai dificultaram retorno

O empresário contou que enfrentou diversos desafios para sair das terras bolivianas. Além de problemas para estocar combustível, cujo o limite permitido para armazenamento era de apenas cinco litros, Rafael Darrouy disse que também teve dificuldades no trajeto para casa.

“Teve um momento que a gente se deparou com um lamaçal, foi um pouco antes do pneu furar. E aí era passar ou passar, não tinha como dar ré porque não tinha outro caminho. A gente acelerou, passou o mais rápido possível para o carro não atolar e nesse momento a gente rasgou o pneu do carro”, disse o empresário.

O casal pretendia permanecer na Bolívia por 40 dias para descansar de uma viagem terrestre pela América do Sul. Porém, a escalada dos protestos levou ao bloqueio das principais rodovias do país, prolongando a estadia.

Com a incerteza da saída, Rafael também enfrentou a proximidade do fim do visto de turismo, que vence em 24 de junho, além do prazo do documento que autorizava a circulação do veículo que ele usou para viajar no país. Ainda durante esse período, ele perdeu o pai e não conseguiu ir ao velório por causa do bloqueio das fronteiras.

Apesar das dificuldades, o capixaba afirma que seguirá viajando por terra.

“Eu pretendo voltar. Enfim, seguir viagem. Talvez, passando pelo Chile, pelo Peru, contornando a Bolívia. Acho que vou dar um tempinho da Bolívia. Pretendo voltar a Bolívia, mas vou dar um tempinho.




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