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AGROTURISMO

Capixabas são premiados por defender meio ambiente

Eles usaram a criatividade para reflorestar e preservar a natureza, além de ajudar a conscientizar moradores e turistas

Swenka Volpato ganhou o título de embaixadora do Turismo Rural

Última atualização

Na região Sul Estado, três capixabas ficaram famosos e até foram premiados pela criatividade para defender o meio ambiente e o agroturismo. 

Em Olivânia, zona rural de Anchieta, a engenheira agrônoma Swenka Volpato Gaigher,  50 anos, reflorestou um alqueire de terra. 

O trabalho de recuperação conquistou a segunda colocação em um prêmio capixaba de sustentabilidade em 2021 e envolveu a família, que possui uma pousada na propriedade onde os hóspedes puderam plantar árvores de várias espécies como pau-brasil, ipê-branco, manacá, cupuaçu, cacau, jacarandá, canela, vinhático, cedro,  jenipapo e sapucaia. 

“A gente vê muitas espécies de animais voltando para cá, como  jacupemba, tucano, araçaí, gacho, lagartos, macacos e muitos outros”, relatou a agrônoma.  

As mudas foram produzidas artesanalmente pelos familiares em embalagens que iriam para o lixo, como caixas de leite e sacolas de açúcar.

Em 2019, ela recebeu da Câmara de Vereadores de Anchieta o título de embaixadora do Turismo Rural.   

Já em Vargem Alta, o empresário Adenilson Pancini, 55 anos,  distribuiu gratuitamente mais de 20 mil mudas de árvores nativas para vizinhos e turistas. 

Além disso, ele promove palestras nas escolas do município para fomentar a importância da preservação da mata há mais de 10 anos. “Somente a educação pode mudar uma nação”, disse ele.  

Já o agricultor aposentado Ricardo Sardi tem 85 anos e dedicou boa parte deles à preservação da mata nativa.

Há 50 anos, ele preserva e refloresta parte de seu terreno localizado em Quinto Território, interior de Alfredo Chaves. 

Dos 100 hectares de sua propriedade, 70% são formados por floresta com jacarandá, jequitibá, canela, ipê-roxo e  palmito-juçara. 

Além disso, a propriedade abriga mais de 40 nascentes, cinco cachoeiras e, em 2019, ele foi um dos ganhadores do 15º Prêmio Dom Luís, honraria cedida pelo governo do Espírito Santo como forma de reconhecimento pelos trabalhos prestados em prol da defesa do meio ambiente.

Especialistas alertam para consciência ambiental

Muitas pessoas pensam que as consequências da não preservação ambiental irão se refletir somente no futuro,  e isso tem preocupado os especialistas.

Foi o que observaram os técnicos da Secretaria de Meio Ambiente de Alfredo Chaves Karolini Guisso, Luís Fernando Ricco, Francine Franzotti e Amanda  Calente.

“Evolutivamente, nosso sistema adaptativo é preparado para reagir a ameaças urgentes. Quando nós temos uma coisa que vai demorar décadas para acontecer, como são os efeitos do aquecimento global, nós temos dificuldade de compreender”, disse o biólogo e secretário de Meio Ambiente de Alfredo Chaves, Antonio Marcos Orlandi. 

Ele apontou também a importância que a educação tem para o debate da questão ambiental.

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