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Casais fazem apelo por abertura de fronteiras

Dizem que o amor não tem limites, mas, com as restrições de entrada em diversos países em decorrência da pandemia do coronavírus, muitos casais e ...

O casal Erick e Jaciely enfrentou dificuldades e teve de antecipar o casamento para ficar junto em Portugal

Última atualização

Dizem que o amor não tem limites, mas, com as restrições de entrada em diversos países em decorrência da pandemia do coronavírus, muitos casais e famílias, que mantêm relacionamento a distância, com visitas periódicas, foram prejudicados e até mesmo separados.

Para chamar a atenção de autoridades para a flexibilização de entrada para casos como esses, foi criada uma campanha nas redes sociais, em nível mundial, chamada de “Love is Not Tourism” (Amor não é turismo).

E quem adotou a campanha para conseguir voltar para a casa foi o oceanógrafo Nery Neto, 32 anos, que mora na Austrália há três anos, mas que está no Brasil desde fevereiro. Ele e o companheiro, o australiano Shane Devries, 35, vieram para passar o Carnaval, mas pouco tempo depois a pandemia se alastrou pelo mundo.

“Meu companheiro conseguiu voltar para casa, porque ele foi antes de mim, e eu, quando consegui as passagens de volta, a Austrália fechou as portas. Não quero voltar para fazer turismo, quero retomar minha vida. Meu companheiro, amigos, estão todos lá”, lamentou.

Quem também se encaixa nesse perfil de pessoas prejudicadas pelas restrições das fronteiras é o confeiteiro Erick Lando Grigio da Silva, 22, de Cariacica, e que mora em Portugal há três anos.

Ele, que veio ao Brasil a passeio, precisou antecipar seu casamento com a contadora Jaciely de Souza Nunes Grigio, 22, após descobrir que a noiva não conseguiria embarcar para Portugal, caso não tivesse os documentos de casada.

“Tinha de voltar dia 12 de setembro, mas, como a agenda nos cartórios era só para após essa data, entrei numa corrida contra o tempo para conseguir levá-la comigo. No fim, deu tudo certo e agora estamos em Portugal”.

Conhecer o neto

Após meses se organizando para ir até os Estados Unidos, onde cuidaria da filha, até então grávida 8 de meses, a aposentada Ana Maria Sim, de 60 anos, teve uma péssima notícia: estava proibida de entrar em terras americanas por conta da pandemia do novo coronavírus.

Com essa decisão do governo norte-americano, o sonho de conhecer o neto e a vontade de ajudar a filha, a dona de casa, Larissa Sim Pompermaier, 33, acabou adiado.

“Meu neto nasceu já faz dois meses e minha filha não pôde contar comigo durante o resguardo”, lamentou.


ENTENDA A CAMPANHA


Objetivo

  • Unir forças e sensibilizar autoridades de vários países sobre a autorização da abertura das fronteiras para casais e famílias que estão distantes por conta da pandemia.

Hashtag

  • Chamado de Love is Not Tourism (O amor não é turismo), o movimento passou usar a hashtag com o próprio nome, além de #LoveIsEssential (Amor é essencial), para que a mensagem desse pedido pudesse ser espalhada o máximo possível.

Fonte: Página loveisnottourism.org

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