As fortes chuvas que atingiram o Espírito Santo no início desta semana causaram uma série de prejuízos em algumas cidades do norte do Estado, como São Mateus, um dos locais onde mais choveu e foi marcado por deslizamentos de terra, alagamentos e interdição total da BR 101, no km 71,5, trecho que teve o asfalto destruído.
Segundo o boletim extraordinário da Defesa Civil Estadual, o município registrou mais de mil pessoas que estão fora de suas casas devido à situação crítica da cidade.
O número de desalojados, ou seja, moradores que precisaram deixar a residência e encontrar um lugar temporário para ficar, somou 838. Já os que não tem para onde ir, somam 343. A cidade de São Mateus não informou se há algum abrigo para os desabrigados.
Ainda de acordo com informações da Defesa Civil, três rodovias estaduais estão completamente interditadas em São Mateus: a ES 010, nos Kms 186 e 188, a ES 315, no Km 91, e a ES 381, que liga o município a Nova Venécia, devido ao risco de deslizamento.
Outro local com bloqueio total da pista é o trecho que fica entre Vila Valério e Jaguaré, no Km 51 da ES-230. Em Guriri, a ponte do Bairro Pedra D’água, na Rodovia Othovarino Duarte Santos (São Mateus X Guriri), já foi liberada e os moradores conseguem acesso na região, após ficarem ‘ilhados’ pelos alagamentos causados pelas intensas chuvas.
Diante da gravidade dos acontecimentos na cidade, o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES), Engenheiro Jorge Silva, enviou um documento ao governador do estado do Espírito Santo, Renato Casagrande, nessa terça-feira (20/12), alertando sobre a necessidade de declaração de calamidade pública do município e regiões próximas.
Equipes de profissionais e inspetores do Crea-ES estiveram durante esses dias em operação, realizando vistorias técnicas e fiscais nessas regiões, e confirmaram os danos irreparáveis e ameaças à população mateense, em especial àquelas que vivem em áreas de riscos geológicos e ribeirinhas.
A Prefeitura de São Mateus comunicou que reuniu, em situação de emergência, representantes da Justiça, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Defesa Civil e Secretariado para criar um plano de ação e definir as medidas de contenção dos prejuízos no município.