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Cinquenta pessoas na lista para mudar de sexo

Cerca de 50 pessoas estão na fila para mudar de sexo no Estado. A afirmação foi feita pela ginecologista Neide Aparecida Boldrini, que é coordenadora ...

Neide Boldrini diz que existem critérios para o procedimento cirúrgico, como ter no mínimo 18 anos e fazer o processo de avaliação psicológica por dois anos

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Neide Boldrini diz que existem critérios para o procedimento cirúrgico, como ter no mínimo 18 anos e fazer o processo de avaliação psicológica por dois anos (Foto: Beto Morais/AT)Cerca de 50 pessoas estão na fila para mudar de sexo no Estado. A afirmação foi feita pela ginecologista Neide Aparecida Boldrini, que é coordenadora do Ambulatório de Diversidade de Gênero do Hospital das Clínicas (Hucam).

“Atualmente o ambulatório acompanha 201 pessoas por meio de reuniões mensais, chamadas de “acolhimento”. Desse total, cerca de 25%, ou seja, 50 pessoas em média, têm o desejo de fazer a readequação do sexo. A demanda é tão grande que vamos criar uma lista de espera”, revelou.

Apesar de o procedimento cirúrgico ser feito no Estado desde a década de 90, apenas a partir de 2016 os números passaram a ser contabilizados. “Nos últimos três anos, 21 pessoas foram operadas, sendo cinco em 2019. Porém, nossa meta é fazer 12 cirurgias por ano, sendo seis femininas e seis masculinas”.

Ela ressaltou que existem critérios para o procedimento cirúrgico: ter no mínimo 18 anos e ter feito o processo de avaliação estão entre eles.

“Se a pessoa chega hoje no ambulatório, ela não será encaminhada direto para a cirurgia. Isso demora ao menos dois anos com acompanhamento multidisciplinar, com psicólogos, psiquiatras, assistentes sociais e fonoaudiólogos para obter um laudo completo. Além disso, há outros meios de transexualização, como o tratamento hormonal”.

Neide afirmou que algumas pessoas, as chamadas transexuais, sentem como se tivessem nascido no corpo errado e explicou sobre a cirurgia.

“Homens trans são pessoas designadas mulheres ao nascer, mas se identificam com o gênero masculino. Além do tratamento hormonal, eles retiram mamas, útero e ovários. No caso das mulheres trans, ocorre o contrário. A cirurgia consiste na amputação do pênis e na construção de neovagina e também na adequação das cordas vocais para feminilização da voz”.

De acordo com o cirurgião plástico Ariosto Santos, que realiza esse tipo de cirurgia, cerca de 90% delas são feitas por mulheres trans em busca da neovagina, na rede privada de saúde. “Tudo é aproveitado no desmonte do pênis para se transformar em uma vagina”.


SERVIÇO:

Ambulatório de Diversidade de Gênero
– Quem tem interesse de mudar de sexo, deve ter mais de 18 anos e fazer um agendamento na casa 2 do ambulatório do Hospital das Clínicas, (Hucam), em Vitória;
– É preciso fazer acompanhamento por ao menos dois anos, além de ter feito avaliação psicológica e psiquiátrica;
– Mais informações: 3335-7180.

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