A chuva que atinge a Grande Vitória e outras regiões do Estado desde o último domingo seguiu forte durante todo o dia de ontem na região metropolitana e já deixou diversos estragos.
Para os moradores, a história é a mesma sempre que chove: alagamentos nas ruas e dentro de casa, além de reclamação por obras para que o problema seja solucionado.
Em Vila Velha, de acordo com a prefeitura, a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil registrou pontos críticos de alagamentos nos bairros Cobi de Baixo, Ataíde, Ibes, Cobilândia, Jardim Guaranhuns e Nova América. Uma idosa, moradora de Cobilândia, precisou ser resgatada e foi levada para a casa da filha.
No mesmo bairro, o borracheiro Gabriel Rodrigues, que trabalha na região, diz que sempre que chove é a mesma cena: alagamentos e rua intransitável.
“Deveriam dar botes e coletes salva-vidas para a gente nadar. Faltam obras, mas a população também precisa colaborar e parar de jogar lixo na rua”, disse.
Até a noite de ontem, a Defesa Civil de Vila Velha havia registrado 11 ocorrências, entre alagamentos e riscos de deslizamentos. A prefeitura informou que realizou limpeza de canais e estações de bombeamento, retirando 21,5 toneladas de lixo apenas ontem, e que esse serviço é feito preventivamente, como limpeza de bueiros, galerias e bocas de lobo.
Já em Cariacica, na Avenida América, em Jardim América, o comerciante Hamilton Araújo reclama que, toda vez que chove, as avenidas alagam. “Isso quando alguém não cai no valão. O comércio também fecha, não dá para trabalhar. Toda vez alaga”, desabafou.
A Prefeitura de Cariacica informou que está monitorando as 53 área de risco da cidade e que equipes da Defesa Civil e das secretarias municipais de Serviços e de Obras estão trabalhando na limpeza das ruas e de rede de drenagem para facilitar o escoamento das águas e minimizar os transtornos.
Já a Prefeitura de Vitória disse que, até o início da noite de ontem, não havia registrado nenhuma ocorrência relacionada às chuvas, mas que faz monitoramento e mantém esquema de plantão e vistoria das áreas de risco. Afirmou que já tem projetos prontos para obras de macrodrenagem em 34 bacias de drenagem da cidade, distribuídas em 12 bairros.
“Falta investimento”
Moradora de Aribiri, em Vila Velha, a estudante Alexandra Bicas, de 30 anos, contou que a rua dela, a 2 de Fevereiro, fica alagada sempre que chove.

“Assim que o tempo fechou, já tirei o meu carro da garagem e levei para a casa do meu primo, onde não alaga”, relatou Alexandra Bicas.
No município da Serra, foram registradas nove ocorrências, incluindo desabamentos, vazamento de esgoto, alagamentos e buracos em pistas de rolamento.
Rua ficou intransitável
O serralheiro Nilzo Grizante, 58, é morador de Aribiri, em Vila Velha, e trabalha na região. Com a chuva, a rua em que ele mora e trabalha, a Ananira, ficou intransitável.

“As pessoas constroem casas no valão e, assim, a água não escorre direito. Precisam colocar também uma bomba para escoar toda essa água”, sugeriu Nilzo.
Poste cai em cima de viatura
Uma ventania durante a madrugada de ontem provocou a queda de um poste, que se partiu ao meio e atingiu uma viatura da Polícia Militar na Curva da Jurema, em Vitória. O problema causou queda de energia para os moradores da região.
Os vergalhões e a fiação do poste ficaram expostos. Em nota, a EDP disse que equipes técnicas foram enviadas ao local e três postes deverão ser substituídos. A empresa também informou que a causa da queda está em apuração.
