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Com medo de demissão, professores de Itapemirim protestam e pedem renovação dos contratos

Um grupo de professores e outros profissionais de Itapemirim, no Litoral Sul, está reivindicando a renovação de contratos por designação temporária ...

Última atualização

Um grupo de professores e outros profissionais de Itapemirim, no Litoral Sul, está reivindicando a renovação de contratos por designação temporária (DTs) junto à prefeitura. Eles alegam que sem a renovação poderão ficar desempregados em plena pandemia.

O Sindicato dos Servidores Municipais de Itapemirim estima que o município tenha atualmente entre 1,2 a 1,5 mil pessoas na condição de DTs, deste total, cerca de 700 são professores.

“Não podemos ficar desempregados nesse período de pandemia. Todos os municípios vizinhos renovaram os contratos, por que só o nosso não pode renovar? Vamos ficar numa situação difícil”, justificou a professora Gisele Araujo da Fonseca.

A prefeitura já prepara edital com o processo seletivo. O presidente do sindicato, Cleverson Maia, defende a renovação dos contratos para proteger os servidores nesse período de instabilidade.

“O governo do estado acabou de renovação contratos. A maioria dos municípios está renovando também, até pelo motivo da pandemia mesmo”, disse Cleverson.

Prefeitura de Itapemirim (Foto: Alessandro de Paula - 04/12/18)

Os profissionais organizam uma carreata para esta quinta-feira (10), a partir de 17 horas, saindo da rodoviária da Vila de Itapemirim e em direção ao balneário de Itaipava cobrando uma solução da prefeitura.

Eles reuniram abaixo-assinado com cerca de 500 assinaturas para entregar ao prefeito, mas afirmam que não conseguem encontrar o chefe do Executivo.

Para os manifestantes, o prefeito Thiago Peçanha descumpriu promessa de campanha em que afirmava que iria renovar os contratos dos servidores.

“Ele prometeu para nós que faria a renovação do contrato e logo após ter ganhado as eleições disse que haveria processo seletivo”, questionou a professora Valéria das Neves Ferreira Pires.

O outro lado
Por meio de nota, a prefeitura informou que, considerando a inexistência de amparo legal, quer seja na legislação federal, bem como na municipal para prorrogação de contratos de trabalho temporários por prazo superior a 24 (vinte e quatro) meses, não temos respaldo jurídico para prorrogar um processo seletivo que já foi prorrogado no ano anterior.

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