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Começa a pintura do mural no Centro de Vitória às vésperas do aniversário da cidade

Trabalho do artista capixaba Raí Bolzan celebra a história portuária do Espírito Santo e integra ações do projeto de requalificação da região

Foto de perfil de Vitor Simões

Vitor Simões

Vitor Simões é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa, com experiência em assessoria de imprensa, produção de reportagens, cobertura de eventos e edição de conteúdo para portais online. Também atua na criação de conteúdo para mídias sociais e possui experiência em rádio.

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O muro que cerca o Porto de Vitória, na região central da capital, começa a se transformar em uma grande obra de arte. O projeto é assinado pelo artista capixaba Raí Bolzan e integra uma iniciativa cultural que visa à requalificação e valorização do entorno, às vésperas do aniversário de 474 anos da cidade.

A intervenção artística ocupa 415 metros de muro, em um trecho que vai da portaria da Vports, na Ilha do Príncipe, até o antigo aquaviário, no Centro de Vitória. O mural celebra a história do porto e a vocação portuária do Espírito Santo.

Segundo Raí, a receptividade tem sido positiva.

“Nunca recebi tantos elogios durante a realização de um trabalho. A comunidade abraçou o projeto. Toda hora tem alguém comentando, filmando e pedindo para tirar foto”, afirma o artista, natural de Cachoeiro de Itapemirim, que começou a produzir arte aos 12 anos e atua profissionalmente desde 2012.

A ação é realizada pela produtora cultural capixaba CIX Produções, proponente da iniciativa junto ao Ministério da Cultura, com patrocínio da Vports e parceria da Time Now.

A obra

O muro possui 415 metros de extensão, com área total de 703 metros quadrados a serem pintados com tinta spray. A proposta é criar uma “linha do tempo” dividida em oito fases.

O mural começa retratando a chegada da primeira embarcação à região, em 1545, e segue até os dias atuais, destacando momentos importantes e os principais produtos comercializados ao longo da história, como o café e outras riquezas agrícolas. A narrativa busca se entrelaçar com o desenvolvimento econômico e social do Espírito Santo.

O prazo previsto para conclusão da obra é de 30 dias, podendo variar de acordo com as condições climáticas.


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