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Condomínios e igrejas fazem campanhas de doação de sangue

A pandemia tem afetado o funcionamento de comércios, bares, restaurantes, mas também impacta serviços fundamentais para a manutenção de vidas, como a ...

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Moradoras do condomínio Itaúna Aldeia Parque com a equipe do Hemoes durante ação de doação de sangue  (Foto: Acervo pessoal)

A pandemia tem afetado o funcionamento de comércios, bares, restaurantes, mas também impacta serviços fundamentais para a manutenção de vidas, como a coleta de sangue. Durante a crise sanitária, o movimento no Hemoes, em Vitória, caiu pela metade e isso tem prejudicado o abastecimento do estoque de hospitais pelo Estado.

Em uma forma de tentar mudar essa situação, moradores de condomínios e membros de igrejas na Grande Vitória têm organizado campanhas para doação de sangue nesses locais. E essa ação tem dado certo com a ajuda do Hemoes, que desenvolveu uma nova modalidade de coleta de sangue para atender a esse público.

A coleta portátil, como é chamada, vai até os condomínios, igrejas ou outros locais de organização de pessoas, onde é montada a estrutura para arrecadar as bolsas de sangue, que vão ajudar a salvar a vida de centenas de pessoas nos hospitais capixabas.

Uma dessas ações será desenvolvida no próximo dia 11 de maio, no condomínio Itatiaia Aldeia Parque, em Colina de Laranjeiras, na Serra. A administradora Tamara Del Piero, de 39 anos, é moradora do local e foi quem teve a ideia de mobilizar os demais residentes do empreendimento a fazer a doação, após moradores de um condomínio vizinho, o Itaúna Aldeia Parque, realizarem essa coleta.

Na última quarta-feira, dia 28, a equipe do Hemoes foi até o Itatiaia para verificar se as estruturas do condomínio permitem a ação. Tamara disse que a divulgação começou e, durante um período da tarde, seis moradores já tinham se voluntariado a doar sangue.

No entanto, ela disse que esse número precisa aumentar, já que o mínimo são 30 pessoas. A administradora acredita que os moradores vão se sensibilizar, pois muita gente viu pessoas conhecidas, durante pandemia, precisando de doações.

“A gente reconhece a necessidade do banco de sangue estar sempre abastecido e, com a pandemia, as pessoas não têm saído de casa para doar sangue a não ser para um parente ou amigo”, afirmou ela.

Além da coleta de sangue, no dia da ação também serão realizados cadastros para pessoas interessados em doar medula óssea.

A servidora Pública Danuza Barros Gomes é moradora do Condominio Itaúna Aldeia Parque (Foto: Acervo pessoal )Moradora do Itaúna Aldeia Parque, a servidora pública Danuza Barros Gomes foi uma das idealizadoras da ação no local. A doação foi feita no dia 14 de abril. 

“Muito importante divulgar essa ação do Hemoes. Precisamos fortalecer o trabalho da equipe e abastecer o estoque do hospital para colaborar com o trabalho dos profissionais de saúde e salvar vidas”, analisou ela.

A diretora do Hemoes, Marcela Murad, explicou que o centro de coleta de sangue já trabalhava com ações externas com o ônibus da instituição. Para essas atividades, era necessário um número mínimo de 50 doadores já agendados, além de outros requisitos técnicos do local, como ser amplo para abrigar o ônibus.

A coleta portátil foi criada em julho do ano passado por conta da pandemia e para atender ao público de locais que não preenchiam os requisitos para o ônibus.

“Essa foi uma nova modalidade criada por conta da queda no estoque. A gente precisava se adequar e se reinventar. Criamos essa modalidade para ir até o doador. Isso tem nos ajudado na manutenção o estoque”, explicou Marcela.

A moradora Neuza doou sangue e se cadastrou como voluntária para doar medula óssea (Foto: Acervo pessoal )Nesse tipo de ação, a equipe faz uma visita prévia ao local, onde a ação deve ser desenvolvida (igreja, condomínio, centro comunitário, por exemplo) para ver se há condições de montar a estrutura de coleta de sangue. São colocadas três poltronas do papai para a realização da coleta, mas também há necessidade de espaço para ser feita a pré-triagem e a triagem clínica dos voluntários.

Para a diretora do Hemoes, essas ações são importantes para que pessoas que já são doadoras, mas deixaram de doar, possam voltar a ajudar e também para captar novos voluntários.

Quem quiser levar esse tipo de ação para o condomínio, deve mandar e-mail para [email protected]. “É importante que a pessoa ao entrar em contato conosco tenha em mente o número de candidatos a doação”, informa ela.

Além disso, o Hemoes segue funcionando e o estoque de sangue está em nível crítico, segundo a diretora. O local abre todos os dias das 7 horas às 19 horas e segue todos os protocolos sanitários para evitar o contágio pelo coronavírus, com funcionários equipados e treinados para esse atendimento.

Igreja realizou coleta de bolsas de sangue

A Igreja Batista de Itaparica, em Vila Velha, realizou na última terça-feira (20) a coleta de sangue. A equipe do Hemoes foi até o local e atende 70 voluntários, que realizaram a doação.

Uma dessas pessoas foi o servidor público estadual Ricardo Pereira, de 47 anos. Ele conta que, no caso dele, o gesto teve uma alegria a mais. “Eu não doava desde 2004, por conta de um problema de pele que tive e que era motivo de exclusão. Mas, com as adequações, isso mudou e pude doar depois de 17 anos”, destacou ele.

O servidor público Ricardo Pereira doou sangue na igreja (Foto: Divulgação / Primeira Igreja Batista de Itaparica )“Eu fiquei muito satisfeito. A minha intenção é continuar fazendo isso com mais frequência. É uma oportunidade de demonstrar amor ao próximo”, frisa o servidor público.

Ricardo revelou que o sucesso na ação da igreja também se deu pela grande divulgação que foi feita nas redes sociais do templo e com igrejas próximas. Integrantes desses templos também se interessaram e participaram da doação. E não ficou só nisso, o servidor público revelou que duas dessas pessoas fizeram contato com ele, dias após a doação, informando que levaram a ideia para suas igrejas.

A Convenção Batista de Vitória vai realizar a coleta de sangue no próximo dia 7 de maio. A ação começa às 8h30, na convenção, que fica na Avenida Paulino Muller, no bairro Ilha de Santa Maria, em Vitória.

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