
A lista de fatores foi apresentada na manhã desta segunda-feira (2) pela polícia, em coletiva de imprensa. O engenheiro Temístocles Macedo Netto, perito da Seção de Engenharia Forense de Vitória, foi quem realizou a última inspeção no equipamento, último dia 10.
De acordo com ele, não há apenas um fator que pode ser apontado como a causa do acidente. “Não identificamos protocolo padrão de liberação do brinquedo, e nem a documentação como o manual de instruções para a operação dele”, disse.
Outro ponto destacado pelo perito foi a falta de proteção individual. “Só havia uma barra coletiva, e nenhum cinto de segurança. Também não existia sinalização para demarcar a área de limite da movimentação do brinquedo, o que poderia acelerar o socorro”, afirmou o perito.
O painel com os botões de freio e acionamento também eram confusos, segundo ele. Além disso, não havia sistema de parada de emergência.
O resultado da perícia foi entregue ao delegado responsável pela investigação, Thiago Viana, da 9ª Delegacia Regional de Itapemirim. Agora, ele vai preparar o inquérito para indiciar os possíveis responsáveis pelo acidente. Na ocasião, o operador do brinquedo e o dono do parque foram presos em flagrante, no entanto, foram liberados na audiência de custódia.