
Caso esse percentual seja repassado para o valor da passagem, a tarifa pode subir de R$ 3,40 para R$ 3,86 no reajuste previsto para acontecer em janeiro de 2019.
O chamado reequilíbrio econômico-financeiro do contrato foi confirmado ontem pela Secretaria de Transportes e Obras Públicas do Espírito Santo (Setop) e passa a valer no dia 6 de janeiro.
Para chegar ao percentual, foi levado em conta um estudo feito por uma auditoria contratada pelo governo, que constatou o desequilíbrio financeiro das empresas. O principal motivo, segundo o estudo, é a queda do número de passageiros.
“De janeiro de 2015 até dezembro de 2017, o Transcol perdeu 25 milhões de passageiros. São pessoas que deixaram de andar de ônibus por conta da crise econômica e do desemprego”, justificou o secretário de Transporte e Obras Públicas, Paulo Ruy Carnelli.
Aumento
Com esse reajuste, as empresas precisam receber 13,55% a mais no contrato a partir do dia 6 de janeiro. Esse valor pode ser repassado para os empresários de duas formas: incluído na passagem (o que resultaria num aumento acima do normal) ou com o aumento do subsídio – valor que o governo do Estado repassa para as empresas.
Essa decisão terá de ser tomada pela equipe do governador eleito Renato Casagrande, que assume o governo do Estado no dia 1º de janeiro. O reajuste da passagem, por contrato, acontece sempre no primeiro mês do ano.
No início deste ano, o aumento da tarifa foi de 6,25%, o que fez a passagem subir de R$ 3,20 para
R$ 3,40.
Procurada pela reportagem, a equipe de transição do novo governo informou que ainda não teve acesso ao documento do reajuste contratual. Por conta disso, a nova gestão da Setop só vai se pronunciar no próximo ano.
O Sindicato das Empresas de Transporte Metropolitano da Grande Vitória (GVBus) também foi procurado para falar sobre o assunto, mas respondeu, em nota, que não vai se pronunciar.
Queda no número de passageiros
Reajuste no contrato
- O chamado reequilíbrio econômico-financeiro é feito a cada dois anos para atualizar o contrato e evitar que as empresas que operam o Transcol fiquem no prejuízo por conta de problemas que apareceram após o início do contrato de concessão.
- O reajuste aprovado foi de 13,55%
- Para chegar a esse percentual, foi levado em conta um estudo feito por uma auditoria, que constatou o desequilíbrio financeiro. O principal motivo é a queda do número de passageiros. Em três anos, o Transcol perdeu 25 milhões de passageiros.
- O valor pode ser repassado para as empresas de duas formas: incluído na passagem ou com o aumento do subsídio – valor que o governo do Estado repassa para as empresas.
Aumento da passagem
- Caso esse percentual seja repassado para a passagem, o valor da tarifa pode subir de R$ 3,40 para R$ 3,86 no reajuste previsto para acontecer em janeiro de 2019.