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Vídeo: Coração e vida nova com a ajuda dos heróis do ar

Com muitos abraços, apertos de mãos e sorrisos, o empresário José Carlos de Oliveira, de 61 anos, realizou na tarde de quinta-feira (12) o sonho de ...

José Carlos perto do Harpia 6, helicóptero usado na operação de transporte do coração pelos capitães Elvis Protta e Bruno Vargas.

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Com muitos abraços, apertos de mãos e sorrisos, o empresário José Carlos de Oliveira, de 61 anos, realizou na tarde de quinta-feira (12) o sonho de conhecer os “anjos” que ajudaram a salvar a vida dele.

Em fevereiro de 2018, José Carlos tinha apenas mais 15 dias de vida e estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular de Cariacica e precisava de um novo coração para viver.

O órgão compatível estava na cidade do Rio de Janeiro e foi levado até o Aeroporto de Vitória por um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) com uma equipe médica.

José Carlos perto do Harpia 6, helicóptero usado na operação de transporte do coração pelos capitães Elvis Protta e Bruno Vargas. (Foto: Dayana Souza/AT)

Os capitães Bruno Vargas e Elvis Protta, do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer), do governo do Estado, foram os pilotos responsáveis por transportar o coração até o hospital.

“É uma emoção e um sentimento de gratidão muito grande que tenho a Deus pela vida deles, pelo que eles fazem e pelo que fizeram comigo. Esperava há muito tempo por esse momento de estar aqui e poder conhecê-los”, disse José Carlos sobre o encontro de de quinta.

Os pilotos apresentaram ao empresário o Harpia 6, helicóptero usado na operação de transporte do coração que hoje bate forte no peito de José Carlos.

Perto da aeronave, ele era só alegria e não parava de contar piadas aos pilotos. “O pessoal na minha igreja me chama de ‘Zé coração de moça’, porque meu coração é de uma mulher”, brincou.

Os pilotos também festejaram a visita. “É muito gratificante. A gente fica muito feliz de receber o senhor José Carlos”, disse o capitão Protta.

José Carlos foi diagnosticado em 2011 com miocardiopatia dilatada, um problema cardíaco que reduz o bombeamento do sangue.

A situação de seu coração só foi piorando e, em outubro de 2017, ele foi internado. Quatro meses depois, recebeu o coração doado pela família de uma jovem, de 23 anos, que morreu após um acidente de trânsito no Rio de Janeiro.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), 1.210 pessoas aguardam por algum tipo de transplante no Espírito Santo.

 

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