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Corrida por testes de Covid antes do feriadão

A aproximação do feriado prolongado provocou uma corrida para a realização de testes de diagnóstico da Covid-19 no Estado. É que, com duas folgas ...

Família que fez o teste antes de ir para Itaúnas

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O casal Letícia  e  Gustavo, e a filha Maria Luiza, de 2 anos, fizeram o teste antes de saírem em viagem para Itaúnas   (Foto: Kadidja Fernandes/AT)

A aproximação do feriado prolongado provocou uma corrida para a realização de testes de diagnóstico da Covid-19 no Estado. É que, com duas folgas logo após o fim de semana – de 7 de Setembro, dia da Independência, na próxima segunda, e do aniversário de Vitória, na terça, dia 8 —, muitas pessoas se preparam para viajar.

Num centro de testagens via drive-thru, em que o motorista faz o exame sem sair do carro, no antigo Aeroporto de Vitória, na capital, a procura cresceu 40%, com mais famílias e casais procurando atendimento.

Diretor comercial do Teste Covid Capixaba, Edson Mezadri Vieira diz que o aumento foi para o teste PCR (feito com cotonete), por pessoas que planejam voos internacionais, já que muitos países só liberam passagem de turistas com esse teste validado.

“Já os que querem viagem mais curta ou visitar um parente, procuram mais o teste rápido, feito com coleta de sangue do antebraço. O resultado sai em até seis horas”, disse.

É esse o caso de Letícia Passos, 34, e Gustavo Rocha, 35. O casal vai viajar para Itaúnas, em Conceição da Barra, no Norte do Estado, com a filha Maria Luiza, de 2 anos. Eles fizeram o teste rápido.

“A ideia é ir mais tranquilo para curtir a viagem. Quero dar um passeio na vila de Itaúnas. Eu cheguei a ir para a Região do Caparaó, para a casa dos meus pais, durante a pandemia, mas viajando a lazer é a primeira vez”, conta Letícia.

No Laboratório Pretti, o aumento de procura pelos testes foi de 30% nesta semana. Já na Multiscan, dentre várias opções, há o teste PCR, com resultado em três dias úteis, e o teste rápido, com resultado em três horas.

Doutor em Doenças Infecciosas, Lauro Ferreira Pinto diz que, se for para escolher um teste, o melhor é o PCR.

“Se der positivo, você já não vai se aproximar de ninguém. Nem viaja”, destacou. O PCR traduz a fase aguda da doença. “Diz se você está positivo ou se teve a doença nas últimas três ou duas semanas”.

A médica infectologista Rúbia Miossi alerta, porém, que não há teste que assegure totalmente que a pessoa não está com Covid-19. “O PCR mostra se a pessoa está portando o vírus no momento em que fez a coleta. Se for o sorológico, só mostra o que ocorreu há 30 dias”.

Lauro Pinto acrescenta que os testes rápidos dão muito falso negativo e têm um terço de chance de erro. “Se passou muito tempo que contraiu o vírus, ele não mostra”.

Exame feito com gota de sangue

Lauro Ferreira Pinto: dicas (Foto: Rodrigo Gavini - 10/01/2018)> Quais os dois principais testes do mercado?
PCR
Feito com swab, um cotonete estéril. Segundo o doutor em doenças infecciosas Lauro Ferreira Pinto, ele mostra a fase aguda da doença. Sinaliza se a pessoa está com a doença naquele momento ou se teve nas últimas duas ou três semanas.

Rápido
Feito com gota de sangue ou intravenoso. Ele indica um contato prévio com a doença.
O infectologista Lauro Ferreira Pinto diz que é um tipo de exame que apresenta muito falso negativo e alerta que se o contato prévio aconteceu há muito tempo, pode ir caindo na detecção do teste rápido.

>Qual o ideal para viagens?
O médico Lauro Ferreira Pinto diz que é o PCR. “Ele mostra a doença no momento. Porque se der positivo, você já não vai se aproximar de ninguém. Você nem viaja e entra em quarentena porque está infectado”.
OS ESPECIALISTAS ouvidos dizem que o teste rápido mostra o que já aconteceu no organismo – uma infecção prévia – e não a realidade do momento. Por isso, não é o ideal para quem quer se sentir mais seguro.

>Quais as regras para viajar dentro do Estado e do País na pandemia?
De carro: não precisa mostrar nenhum exame para as autoridades de trânsito rodoviário. O carro, no entanto, pode passar por alguma barreira sanitária: haverá medição de temperatura.
de ônibus: é preciso consultar sua empresa rodoviária. A maioria não pede exame, somente que o passageiro use máscara durante todo o percurso.

De avião: a Agência Nacional de Aviação Civil não exige exame para quem vai viajar internamente no Brasil, mas pede uso de máscara em toda a viagem e preferência para o check-in pela internet.
não é regra, mas os especialistas ouvidos pela reportagem pedem para que, independente do teste realizado, as pessoas usem máscara e evitem aglomerações.
Ao se alimentar no destino, prefira os ambientes arejados.

Fonte: Especialistas consultados e pesquisa AT.
 

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