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Crea-ES recomenda que moradores não voltem para prédio em Vila Velha

Após realizar uma visita técnica ao edifício Parador, na orla de Itaparica, nesta sexta-feira (23), o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do ...

Última atualização

 (Foto: Reprodução/Whatsapp)

Após realizar uma visita técnica ao edifício Parador, na orla de Itaparica, nesta sexta-feira (23), o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) recomendou que os moradores não retornem a seus apartamentos. 

De acordo com o Crea-ES, ainda existe a possibilidade de haver novos acidentes no local, mas a previsão é de que o relatório final da vistoria seja concluído até o fim da próxima semana.

Na noite da última quinta-feira (22), a piscina do prédio desabou sobre a garagem causando estragos na estrutura e fazendo com que os moradores dos 90 apartamentos fossem realocados para hotéis. Nesta sexta (23), a Argo Construtora, responsável pela obra, informou que os moradores devem retornar ao prédio até a próxima terça-feira (27).

“Uma análise prévia realizada pela equipe de engenheiros especialistas do Conselho identificou que o fundo da piscina desabou por inteiro, devido a corrosão do aço, engastamento insuficiente entre o fundo da piscina e a viga de sustentação e que a anomalia pode ter sido resultado de falha de projeto, erro de execução ou, até mesmo, problemas com manutenção”, diz o comunicado enviado pelo Conselho.

O Crea-ES ainda orienta a estrutura seja monitorada por, no mínimo, 72 horas. Além de pedir uma análise mais aprofundada das causas do acidente.

Vistoria do Crea-ES no edifício Parador (Foto: Divulgação/Crea-ES)

Leia também: Impressionante | Vídeos mostram piscina desabar em garagem de prédio em Vila Velha 

O presidente do Crea-ES, Jorge Silva, esteve no local, na tarde desta sexta (23), e se reuniu com representantes do condomínio, da empresa construtora e do Corpo de Bombeiros. De acordo com ele, durante o encontro, os bombeiros também afirmaram não aprovar a volta dos moradores do edifício neste momento.

“Os engenheiros do Crea-ES constataram que, com o desabamento, o teto do subsolo apresentou uma deformação devido a carga excessiva recebida pela queda do fundo da piscina, ocasionando trincas e rachaduras na laje e em algumas paredes”, disse o Conselho Regional de Engenharia.

Além disso, o escoramento da laje de dois pavimentos inferiores ainda não está concluído. O impacto do acidente afetou o sistema de gás e a área de evacuação do prédio foi comprometida com o impacto, o que dificulta a saída de emergência, no caso de um possível incêndio.

Vistoria do Crea-ES no edifício Parador (Foto: Divulgação/Crea-ES)

O Conselho explicou que reconhece o empenho e a assistência dada pela empresa Argo Construtora, mas que já enviou a eles um ofício solicitando cópias dos projetos e anotações de responsabilidade técnica (ARTs) da piscina, do projeto de tubulação de gás, eventuais laudos ou pareceres sobre qualquer anomalia que, porventura, já tenha sido verificada no edifício, além de todas as ARTs de execução do prédio.

Agora, a construtora tem um prazo de três dias úteis para entregar esses documentos. O não cumprimento pode resultar em autuações e até mesmo em infração ao Código de Ética Profissional.

“Durante o final de semana os trabalhos serão acompanhados pelos engenheiros do Crea-ES, que segue na missão educativa, orientativa e punitiva alertando para que obras e serviços de Engenharia, Agronomia e Geociências sejam realizados por empresas e profissionais legalmente habilitados e dentro das normas e legislação vigentes”, finaliza.

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