
Riquelme foi socorrido e levado para o hospital Apóstolo Pedro, no município, e depois transferido para o Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória, em Vitória, onde ficou internado por 30 dias até morrer na noite de terça-feira. De acordo com a tia da criança, a lavradora Alessandra da Silva Araujo, 26, a mãe de Riquelme explicou que estava com a panela no fogo, cozinhando macarrão, enquanto a criança brincava na varanda.
A mulher, segundo a tia, saiu um pouco da cozinha, aproveitando que o filho estava na varanda, e foi até a sala. “De lá, ela ouviu o barulho e, ao correr até a cozinha, encontrou o menino desmaiado no chão”, revelou. Desesperada, a mãe chamou o marido e os dois levaram a criança até o hospital. Segundo a tia, Riquelme teria morrido em função de infecção no pulmão, proveniente de complicações das queimaduras.
O tenente-coronel Herbert de Carvalho, comandante do 3º Batalhão de Bombeiros Militar, em Cachoeiro de Itapemirim, alerta que os pais devem manter o máximo de atenção nos filhos e evitar a presença de crianças na cozinha. “Criança é curiosa e imprevisível. Por mais que tenhamos cuidado, ela faz aquilo que nós menos esperamos. Por isso, devemos ter o máximo de atenção e precaução”, ressaltou o comandante.
Uma das dicas dele é colocar uma grade de proteção para crianças na porta da cozinha, para evitar que entrem nesse ambiente. Quanto ao fogão, explica, o melhor é usar as bocas de trás e manter os cabos das panelas virados para dentro.
Já os produtos inflamáveis ou químicos, eles devem ser mantidos em locais altos ou trancados. “Acidentes domésticos são a maior causa de lesões graves e mortes de crianças e idosos. Pela experiência que tenho, posso dizer que quase a totalidade dos acidentes com crianças poderia ser evitada”, explicou.