
A Tribuna – Como foi o acidente?
Beth Lima – Nós voltávamos cantando, animados e alegres como sempre. E, do nada, ouvimos o barulho, sentimos o impacto e o ônibus parou.
Como saíram do ônibus?
Com a batida, a porta travou e não abria. O vidro da frente quebrou e caiu. Nós tiramos as crianças pela frente do ônibus mesmo. Só depois que fomos ver que tinha um carro debaixo do coletivo.
O motorista disse o que viu?
Ele contou que o carro veio rodando na direção dele até bater no ônibus. O carro ficou atravessado debaixo do ônibus. O motorista não teve culpa e também não teve o que fazer. O ônibus está na mão dele. O carro é que entrou na contramão. Estávamos devagar.
As crianças ficaram muito assustadas?
Foi terrível. As crianças entraram em desespero e começaram a falar que não iam mais ver os pais.
Eles gritavam dizendo que iam morrer. Fomos conseguindo acalmar as crianças e começamos a tirar elas pela parte da frente. Um as pegava lá em cima e passava para o outro já do lado de fora.
Muitas crianças choravam o tempo inteiro. Deus nos livrou. Não aconteceu nada com a gente. Nem o motorista sofreu ferimentos graves.