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Crianças mais caladas na pandemia

Com as crianças sem aulas, por maior tempo dentro de casa e sem tanta interação com diferentes amigos, as mudanças de comportamento têm se tornado ...

criança no celular: insônia

Última atualização

criança no celular: insônia (Foto: Arquivo AT)

Com as crianças sem aulas, por maior tempo dentro de casa e sem tanta interação com diferentes amigos, as mudanças de comportamento têm se tornado cada vez mais comuns.

Entre os médicos pediatras, 75% relatam oscilações de humor importantes nesse grupo, como passar de felizes e ativas para silenciosas e retraídas.

Em seguida, médicos relatam outras queixas entre as crianças com idade escolar acima dos
7 anos: ansiedade, irritabilidade, depressão, agitação, insônia, tristeza, agressividade, aumento de apetite, entre outros.

O fator mais importante, no entanto, é a mudança de comportamento de crianças, relatada por 88% dos profissionais.

A pesquisa foi feita pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e Federação das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), ouvindo 951 pediatras.

A sociedade pontua que as mudanças de comportamento estão ligadas às alterações da rotina, à falta da escola e da convivência com os colegas, e à necessidade de isolamento social imposta pela pandemia. A violência doméstica é outro fator que também preocupa os profissionais.

Segundo a presidente da SBP, Luciana Rodrigues Silva, as brincadeiras e as tarefas domésticas em conjunto, como cozinhar, podem ajudar nesse processo.

Ela afirma que o fato de as crianças estarem mais tempo em frente às telas de celulares e computadores não só pode provocar alterações de comportamento, como também contribui para o aumento da obesidade infantil.

Em relação aos menores, a preocupação da Sociedade Brasileira de Pediatria é com a vacinação.
Na pesquisa, 73% dos pediatras têm a percepção de que as crianças deixaram de ser vacinadas nesse período.

“As mães estão com medo do contágio pelo coronavírus ao procurar os postos de vacinação, mas ficar sem a vacina é um risco ainda maior para as crianças. Há, por exemplo, um avanço nos casos de sarampo no Brasil neste ano, justamente pela queda nos índices de vacinação durante a pandemia”, frisou Luciana Silva.

Entre os obstetras, 64% informaram que a quarentena afetou a rotina de assistência pré-natal das gestantes.

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