Em um mundo de constantes mudanças, principalmente alavancadas pela pandemia do coronavírus, a educação precisa começar a repensar sua estrutura, de acordo com a especialista em Estratégia e Inovação Solange Machado.
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“Ao longo do processo de educação linear que temos hoje, as crianças não exploram a sua capacidade de criatividade. Precisamos incentivar o pensamento criativo dos estudantes. Hoje, uma criança entra na escola com 98% da sua capacidade criativa e sai formado usando apenas 2% da sua criatividade”, ressaltou a especialista.
“Ao invés de incentivarmos um pensamento criativo e inovador, a gente restringe a capacidade da criança, a modelando a trabalhar dentro de limites rígidos”, afirmou.
Ela se apresentou a diversos gestores de escolas particulares do Estado durante o 5º Encontro de Gestores Educacionais, promovido pelo Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Estado do Espírito Santo (Sinepe-ES).
Para Solange, a base da educação é linear, que vem do século passado, e precisa ser revista. Ainda segundo a especialista, os limites da educação são rígidos e estão fazendo com que a criança tenha dificuldade de pensar.
“Estamos vivendo em um mundo que está mudando com rapidez e a escola está ensinando os alunos a pensar desta forma linear. Não estão preparados para pensar de forma não linear, ou seja, pensa no presente e futuro”, disse.
A especialista explica que a educação na qual se baseia olha o passado como exemplo para se aprender, faz poucos ajustes e se projeta. No entanto, com o mundo mudando a todo momento e passando por períodos como uma pandemia, se exigem mudanças.
De acordo com Solange, a educação não está preparando as crianças para pensarem e aceitarem sua própria capacidade.
Durante o evento, ela explicou que pouco se conhece da neurociência dentro da educação.
“Se continuarmos educando crianças linearmente, estamos as despreparando para o mundo. Um mundo no qual aquilo que se aprende dentro da formação básica, ao terminar, praticamente tem novos princípios, novas formas de atuação. A neurociência nos traz um alerta sobre rever esse ensinamento. A maneira que aprendo em um mundo de profunda transformação é diferente do mundo linear”, observou.