Estudantes das redes pública e privada do Estado que são apaixonados pelo estudo de vida fora da Terra poderão testar seus conhecimentos na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), a maior olimpíada científica do País, que está com as inscrições abertas até hoje. São as escolas que fazem a inscrição.

Por conta da pandemia, o evento será realizado de forma híbrida (virtual e presencial), de acordo com a logística de cada escola. As medalhas são distribuídas conforme a pontuação obtida por cada nível.
No Espírito Santo, os candidatos receberam 1.347 medalhas no ano passado. Medalhista de ouro do Colégio Darwin, Fiorella Sulti, de 10 anos, vai fazer a prova pelo terceiro ano consecutivo. “Estudei muito, mas não esperei que fosse ganhar. Minha maior paixão são os planetas”, ressalta.
Os alunos Joaquim Baratella Furtado, do 4º ano, e Angela Sedlmaier, aluna do 3º ano, também aceitaram o desafio. “Como adoro tudo que envolve astronomia, escolhi ser cientista quando crescer”, disse Angela.
A mãe da menina, Claudia Sedlmaier, disse que a família vem incentivando Angela. “Sentamos com ela para ler, ver documentários e assistir vídeos na internet com experimentos científicos”.
Para a estudante Ana Luisa Flores, de 10 anos, essa é uma chance para promover mudanças. “Quero ajudar as pessoas com grandes descobertas, como aconteceu com a vacina da Covid-19”.
O professor Julio Cesar Klafke, integrante da comissão organizadora da OBA, disse que o principal objetivo da olimpíada é estimular o conhecimento. “É uma prova que pretende instigar as crianças para conteúdos científicos”.
Klafke afirmou ainda que é o momento ideal para as famílias participarem mais dos estudos dos filhos. “É hora de investir em jogos, brincadeiras, entre outras ferramentas. Precisa ser leve, sem maiores cobranças”.
Hora de testar conhecimentos
Alguns dos alunos do Colégio Leonardo da Vinci, em Vitória, que devem participar da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), Maitê Bustamante Brandão, de 9 anos, Julia Albuquerque Ferraz e Mateus Moreira Kimura, ambos de 10 anos, afirmam que vão levar a prova com tranquilidade, apenas como forma de testar os conhecimentos.
Júlia e Mateus, inclusive, já receberam medalhas de ouro nesta competição científica.
No ano passado, a escola ganhou 63 medalhas, sendo 32 de ouro, dos alunos do 2º ano do fundamental I ao ensino médio.
Mercado pode ser bastante promissor
“Mesmo que alguns não sigam na área, esses tipos de provas são importantes para promover o acesso ao conhecimento científico. Todos precisam ter noções básicas de ciências.
No Brasil, a Astronomia fica muito restrita às universidades, com estudos acadêmicos. Mas, em nível internacional, agências da China, Europa e dos Estados Unidos recrutam pesquisadores de outros países, para promover uma troca entre os estudos.
A iniciativa privada também começou a lançar vários satélites globais e despontar projetos, o que pode abrir oportunidades no futuro. Naturalmente, as crianças são muito curiosas, e a astronomia é um prato cheio para despertar isso ainda mais nelas.”
Sérgio Bisch, coordenador do Planetário de Vitória