
Entre os crimes em alta, ele citou as clonagens de WhatsApp, em que criminosos “sequestram” o aplicativo da vítima e se passam por ela para pedir depósitos em dinheiro a amigos.
Outro golpe que tem feito muitas vítimas, segundo o delegado, se dá em sites de venda, em que os criminosos “clonam” anúncios, principalmente de carros.
Nesses casos, os golpistas pegam informações de anúncios reais e fotos, e publicam um outro anúncio usando seu próprio contato. Com uma história bem elaborada, o golpista faz com que o valor seja pago para ele. No final, o verdadeiro vendedor e o comprador, acabam em conflito, pois cada um acredita ter direito a ficar com o veículo.
“Outro golpe que tem começado a fazer vítimas é o do falso leilão de carro. São criminosos que criam sites de leilão e começam a vender mercadorias, geralmente veículos. A vítima efetua o pagamento, mas não recebe o bem.”
O delegado reforçou que para evitar ser vítima de um crime é preciso ter bom senso. “As pessoas precisam ficar atentas para não clicar em links suspeitos e sempre desconfiar de preços muito baixos.”
No caso de golpes do WhatsApp, ele reforçou que não se deve enviar dinheiro de imediato para pessoas após pedidos pelo aplicativo, mesmo sendo um amigo. “Verifique a agência bancária, de onde é, pois criminosos geralmente agem de fora do Estado.”
Dicas
O especialista em internet, Eduardo Pinheiro Monteiro, disse que hoje em dia o celular é muito mais usado para realizar acessos às redes sociais e, por conta disso, os aparelhos acabam sendo mais visados.
“Em regra, os smartphones são vulneráveis. Então, nós precisamos sempre recorrer a instalação de antivírus e antispyware, para afastar possíveis códigos maliciosos que possam a vir a controlar remotamente esses dispositivos.”
E finalizou: “Os smartphones são computadores portáteis e precisam dos mesmos cuidados que temos com as estações de mesa (computadores) em relação à segurança dos dados.”
