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Somente este ano, três pessoas morreram em decorrência da dengue no Estado. Como comparação, em todo o ano passado foram notificadas duas mortes pela doença.
Os dados, correspondentes de janeiro a 3 de setembro, foram fornecidos pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), que contabilizou ainda 14.490 casos notificados de dengue, 2.413 de chikungunya e 739 de zika.
Os números de dengue chamam atenção já que, no mesmo período de 2021, foram registrados 11.753 casos, o que representa 23% de aumento. Durante todo o ano passado, foram notificados 15.279 casos da doença.
O chefe do Núcleo Especial de Vigilância Ambiental da Sesa, Roberto Laperriere Júnior, destaca que o número de mortes este ano preocupa, visto que ainda há menos casos da doença, em relação a todo período de 2021.
No País, o número de mortes por dengue este ano é três vezes maior que o registrado no ano passado, levando em conta os dados até o dia 22 de agosto. Segundo o Ministério da Saúde, 831 pessoas morreram por dengue em 2022.
A pasta alerta que todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, porém as pessoas mais velhas e aquelas que possuem doenças crônicas têm maior risco de evoluir para casos graves e outras complicações que podem levar à morte.
“A população deve estar atenta aos sinais de agravamento da doença. Os sintomas mais comuns são dor de cabeça, febre e dor no corpo. Mas se a pessoa apresentou esses sinais e apresentar náuseas e sangramento pelo corpo, ela deve imediatamente procurar o serviço de saúde”, alerta Laperriere.
Ele afirma que o cenário atual da doença no Estado é de estabilidade. “Estamos tendo, em média, 200 a 300 casos semanais. Isso deve ir até o final do ano. A dengue já se tornou uma endemia. Temos a doença o ano todo, independente de ter chuva ou não”, pontua.
Agentes voltam a fazer vistoria
Para combater os focos de dengue e controlar o número de casos, as prefeituras da Grande Vitória informaram que realizam ações semanais pelos bairros, além do retorno das visitas dos agentes de combates às endemias, que tinham sido suspensas por causa da pandemia de covid-19.
Em Cariacica, a prefeitura disse, por meio de nota, que tem um cronograma semanal de visitas às residências. Além disso, utiliza o carro do fumacê pelos bairros da cidade, que segue um cronograma para que todos sejam contemplados.
Em Vitória, a prefeitura também utiliza um cronograma para passagem do carro fumacê, além dos agentes. Na capital, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, foram registrados 1.530 casos de dengue de janeiro a agosto de 2022 – em todo ano de 2021 foram 1071 casos.
Na Serra, a prefeitura informou que, em agosto de 2022, houve uma queda no número de notificações de casos de dengue no município, saindo de 24 para oito casos suspeitos. No município, o combate também é feito por meio de visitas domiciliares e em outros pontos da cidade.
Vila Velha também registrou queda nos casos, segundo informou a prefeitura. Em agosto, houve uma redução de 20% de notificações em relação ao mês de julho. O município também informou que utiliza visitas domiciliares dos agentes de endemias e o carro fumacê para combater a dengue.
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Dores após contrair doença
Dor nos olhos, na cabeça e no corpo. Estes foram os sintomas que a agente comunitária Luzimar de Almeida, 38, moradora da Serra, teve em fevereiro após contrair dengue.
“No posto de saúde, fiz a prova do laço (teste que conta os pontos vermelhos no braço) e o exame de sangue, que deu alteração”.
SAIBA MAIS
2022 – 3 (mortes) – 14.490 (casos)
2021 – 2 (mortes) – 11.753 (casos)
*OBS: Casos notificados até 3 de setembro (semana 35)
Causa e sintomas
A DENGUE é uma doença infecciosa causada pela picada do mosquito Aedes aegypti. O vírus se transmite através da fêmea infectada.
Os principais sintomas da dengue são: febre alta, dor no corpo e articulações, dor atrás dos olhos, mal estar, falta de apetite, dor de cabeça, manchas vermelhas no corpo.
Sinais de alarme
O aparecimento de manchas vermelhas na pele, sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal intensa e contínua e vômitos persistentes.
Faixa etária
Todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, porém as pessoas mais velhas e aquelas que possuem doenças crônicas, como diabetes e hipertensão arterial, têm maior risco de evoluir para casos graves que podem levar à morte.
Combate
A melhor forma de evitar a dengue é combater o acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito. É importante não acumular água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas , pneus, vasinhos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d´água, latões, cisternas, sacos e lixeiras, entre outros.
Fonte: Sesa e Ministério da Saúde.