Existe um lugar certo para descobrir uma doença? Para a publicitária Alessandra Tavares Soneghett Moraes, de 40 anos, que gosta de ser chamada de Leka, a academia, na Serra, foi onde ela descobriu um nódulo no seio, com diagnóstico de câncer de mama.
Era para ser um dia comum com atividades físicas, trabalho e rotina familiar. Porém, ao levantar uma barra na academia, Leka sentiu uma dor no peito e, ao tocar a região, sentiu o nódulo.
O incômodo com a presença do nódulo fez com que Leka ligasse para sua ginecologista, que constatou a doença.
Desde que descobriu o câncer de mama, em outubro do ano passado, a publicitária já passou por quatro sessões de quimioterapia e uma cirurgia. Agora, ela iniciou o tratamento com radioterapia.
Leka conta que tem conseguido passar pelo tratamento com a ajuda da família. Além disso, voltou a fazer atividade física, liberada pelo seu médico.
“No início foi muito difícil, fiquei bem debilitada. Minha mãe revezava com minha tia para ficar comigo, já que não podia ficar sozinha em casa. Meu marido e minha filha também têm sido meu apoio”, afirmou.
“Retomar minha atividade física foi fundamental para minha recuperação, me senti revigorada e feliz por estar em contato com outras pessoas”, completou.
A Tribuna – Como descobriu a doença?
Leka Soneghett – Estava fazendo exercício de barra na academia e senti uma dor no peito. De início, achei que era o peso, mas ao tocar a região senti o nódulo. Então marquei uma consulta com minha ginecologista e recebi o diagnóstico.
Ao saber da doença fiquei sem chão. Só pensava em morrer. Chorei por uma semana, mas, graças a Deus, à minha família e ao meu marido tenho encarado o tratamento de forma tranquila. Eles estão me dando muita força.
Já tinha feito mamografia?
No ano passado tinha feito minha segunda mamografia e na minha casa não havia casos da doença. Porém, tive uma depressão em 2004 que me levou a ganhar muito peso.
Fiz uma cirurgia bariátrica porque estava com pancreatite e gordura no fígado, e meu médico estava preocupado comigo, já que essas doenças poderiam virar um câncer nesses locais. Cinco meses depois da cirurgia descobri o câncer de mama.
Como foi enfrentar o início do tratamento?
Foi muito difícil, já que fiquei muito debilitada. Minha mãe revezava com minha tia para ficar comigo, já que não podia ficar sozinha em casa. E quando fiz a cirurgia também foi difícil, mas depois que me recuperei queria voltar ao trabalho e à minha rotina.
Ao final do tratamento o que quer fazer?
Quero correr as 10 Milhas no ano que vem, se Deus quiser. Tenho aprendido que a gente se reconstrói quando tudo passa. Estou me restaurando.
Alerta para exame de rotina

“Observar manchas na pele e a textura dos seios, acompanhar o ciclo menstrual e não mascarar as dores tomando remédios sem orientação médica são algumas das atitudes que podem salvar vidas”, afirma o rádio-oncologista Carlos Rebello.
O oncologista Fernando Zamprogno, do Grupo Meridional, afirmou que, em geral, o câncer é uma doença silenciosa. “Na maioria das vezes, os sintomas não aparecem logo no início da doença. As pessoas precisam fazer busca ativa por meio de ultrassom ou mamografia. Quanto mais cedo identificar, maior a chance de cura”.
Como identificar os sinais
- Os sinais e os sintomas do câncer podem variar e algumas mulheres podem não apresentar nenhum sinal.
- Alguns sinais: nódulo único endurecido, inchaço ou vermelhidão da pele, inchaço do braço, dor na mama ou mamilo e sensação de nódulo aumentado na axila.
- Por meio da mamografia e ultrassom de mama é possível identificar a doença de forma precoce, antes mesmo do aparecimento de um nódulo.
Fonte: Médicos consultados e Ministério da Saúde.
