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Denúncias de falsificação, venda ilegal na internet e preço alto levaram o Departamento Estadual de Trânsito do Espírito Santo (Detran-ES) a pedir mudanças nas placas de veículos do padrão Mercosul.
Assim como o Detran do Espírito Santo, todas as unidades do órgão do País defendem iniciativas contra fraudes e clonagens, ações para reduzir os preços ao consumidor e o retorno da identificação de município e estado nas chapas.
O diretor-geral do Detran-ES, Givaldo Vieira, afirma que os pedidos estão sendo discutidos entre os Detrans e o Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A expectativa, segundo ele, é de que sejam atendidos até a metade deste ano.
“Constantemente, em nossas reuniões nacionais com o Contran e a Secretaria Nacional de Trânsito, do Ministério da Infraestrutura, nós temos falado das fragilidades do sistema”, contou.
Givaldo relatou ainda que o Detran-ES se antecipou e adotou um sistema que “rastreia” a placa para que ela seja colocada no veículo correto, evitando fraudes.
“O rastreamento é feito desde o momento de confecção do chassi até quando ela é fixada no veículo”, disse. Segundo ele, o fato de estar sendo fácil fabricar essas placas em alguns estados faz aumentar o risco de clonagens. “Isso traz impactos para o Espírito Santo”, frisou.
Segundo Gilvado, o chip de identificação, prometido quando a placa foi concebida, até hoje não foi implementado. “Desde quando foi implantada, a placa perdeu diversos itens de segurança e ficou mais simples em relação ao modelo original, de 2014”.
O motorista de aplicativo Wanderley José dos Santos, 39 anos, torce para que as mudanças aconteçam o mais rápido possível, principalmente, no que diz respeito a fraudes e clonagens.
“Já tive a placa de uma moto clonada em Florianópolis, Santa Catarina. Foi uma tremenda dor de cabeça e eu acabei pagando a multa, para não perder a minha habilitação. Essa mudança precisa acontecer o mais rápido possível”, defendeu.
Outra motorista a favor da mudança é a autônoma Edla Amon Lopes, 60. Ela acredita que o retorno da identificação de município e estado às chapas vai ajudar em situações consideradas suspeitas.
“Se há um acidente, por exemplo, a pessoa pode ser pega em flagrante a partir do momento em que a cidade e o estado estão discriminados na placa. Além disso, um veículo suspeito, com placa de outra cidade e estado, também pode ser interceptado”, opinou.
Expectativa é mudar até metade do ano
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Pedidos
– Os departamentos estaduais de Trânsito de todo o País e fabricantes de placas veiculares estão pedindo mudanças na placa do padrão Mercosul.
– Em uma consulta pública, realizada pelo Ministério da Infraestrutura e encerrada na semana passada, a maior parte das 305 sugestões reivindica as mesmas alterações solicitadas desde o ano passado pelos departamentos de Trânsito: iniciativas contra fraudes e clonagens, ações para reduzir os preços ao consumidor e o retorno da identificação de município e estado nas chapas.
– A expectativa dos solicitantes é de que, até a metade deste ano, a Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) atenda, ao menos, parte dos pedidos apresentados.
Por que a placa mudou?
– Por determinação do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), órgão do governo federal, a placa do modelo Mercosul começou a ser adotada no País em 2018.
– O objetivo era padronizar as placas dos veículos de países que compõem o Mercosul e aumentar a segurança.
– Na época, foi divulgado que a placa é mais segura, por possuir gravação a laser, efeitos visuais, número de série criptografado e um QR Code (código de barras) para dificultar a clonagem.
– A obrigatoriedade em todo o País começou a valer no ano de 2020.
Problemas e fraudes
-Essas alterações, porém, facilitaram as irregularidades, ao contrário do que havia sido prometido.
– Há relatos de venda ilegal de placas nas ruas, suspeitas de fraudes e outros exemplos de venda ilegal na internet e nas ruas.
Fonte: Denatran e pesquisa AT.