
Na última terça-feira, em um ato heroico e rápido, o policial atendeu ao pedido desesperado de ajuda da mãe Juliana Monteiro, e salvou a criança que estava sem respirar já por cinco minutos, em Jacaraípe, na Serra.
“Eu estava ansioso para encontrá-la, e também a família. Não me sinto um herói, sinto que cumpri com meu dever e graças a Deus deu tudo certo. Fui usado como um instrumento Dele. Ela é uma
criança linda e risonha”, disse.
Cassoto contou que pretende acompanhar o crescimento da criança, que mora próximo à sua casa e que a vida da menina é um verdadeiro milagre.
“Quero acompanhar o desenvolvimento dela. Tendo em vista o tempo em que ela ficou em parada
respiratória, ela é um verdadeiro milagre de Deus. Ela está bem sem qualquer sequela”, contou.

Maria Vitória, de 7 anos, estão mais calmos e extremamente gratos pela ação do soldado e explicou
que a parada respiratória que Ana Clara teve foi por conta de uma convulsão, proveniente de uma febre muito alta.
“Eu vi que ela não estava respirando e tentei reanimá-la, mas não consegui e comecei a gritar desesperada”, disse.
Acrescentou que quase não tinha mais esperança da filha estar viva, quando o soldado Cassoto
começou a prestar socorro. “Quando ele a pegou, ela já estava roxa e pensei: Meu Deus! Perdi
minha filha. Ele foi um anjo que Deus colocou naquele momento para nos ajudar”, contou.
Sobre o reencontro, ela disse que foi um momento especial e marcante e que só tem a agradecer.
“Meu sentimento é de gratidão, se ele não tivesse feito o que fez, minha filha não estaria viva. Ele
será convidado de honra no aniversário dela de 1 ano”, disse emocionada.
Pais podem aprender técnicas
A primeira tentativa que o soldado Diego Cassoto recorreu para salvar a vida da pequena Ana Clara é conhecida como manobra de Heimlich.
Segundo ele, o uso da técnica é recorrente para saber se há alguma obstrução sólida que está impedindo a criança de respirar.
“Coloca-se a criança de barriga para baixo em uma angulação de 30 a 40 graus e faz uma massagem para expelir o que estiver obstruindo, mas só funciona se for por algo sólido”, explicou.
Como não obteve êxito, Cassoto recorreu para a extração de mandíbula que é feita com a ponta dos dedos. Ele enfatizou que com treino, essas manobras são facilmente aprendidas e que principalmente os pais podem treinar os procedimentos em casa.
“Nós no Brasil não temos a cultura de treinar técnicas de primeiros socorros em casa. Existem inúmeros procedimentos que podem ser feitos. É importante que os pais sejam proativos, em buscar conhecer as manobras para que aconteça, tenha tranquilidade em fazer.
Às vezes a morte de um bebê ou de um adulto pode ser evitado”. O soldado acrescentou que com
a repercussão do caso, muitos pais o procuraram para relatar que tiveram experiências parecidas e
por conta disso é de extrema importância que as pessoas tenham mais informação sobre o assunto.