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“Deus não toma decisão errada”, diz Eyshila, cantora gospel que perdeu filho

Dois anos após a morte do filho Matheus, de 17 anos, que morreu em 2016, com meningite, no Rio de Janeiro, a cantora gospel Eyshila voltou a falar ...

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Dois anos após a morte do filho Matheus, de 17 anos, que morreu em 2016, com meningite, no Rio de Janeiro, a cantora gospel Eyshila voltou a falar sobre o assunto. Em entrevista à Rede Tribuna, ela contou que, durante os seis dias no hospital, ela pediu a Deus para que não o levasse. Mas afirmou que, um dia antes de o filho morrer, Deus falou com ela que o milagre seria ela.

“Deus nunca toma decisão errada. Eu assumi essa profecia sobre mim mesma e divido-a com todos os que não viveram seus milagres da forma como esperavam. Haja o que houver, haverá um milagre. Mesmo que o milagre sejamos nós.”

Eyshila vem ao Estado na próxima sexta-feira (10) para participar da Conferência da Mulher Vitoriosa na Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, no centro de Castelo. A entrada é gratuita e livre para toda a família. A conferência será de sexta-feira a domingo, sempre às 19 horas.

Já no sábado, a pastora Nice Moreno, de Piracicaba (SP), vai ministrar a palavra. O louvor vai ficar por conta de Hilderlande, da Assembleia de Deus em Marechal Floriano.

No domingo, também haverá programação às 9h, além das 19h. A pastora Nice vai pregar e a cantora Maria Clara, de Cachoeiro de Itapemirim, vai louvar. Haverá também participação do coral da Igreja Batista do Amarelo, de Cachoeiro, e do coral da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, de Castelo.

– Quando descobriu que tinha o dom para compor e cantar?
Comecei a cantar muito cedo, aos cinco anos de idade. Como nasci e fui criada em uma família cristã evangélica, os corais foram minha escola. Aos 15 anos, ingressei no grupo Altos Louvores, com pessoas que muito me ensinaram.

– De onde vem sua inspiração, vontade de louvar?
Eu jamais imaginei que seria agraciada por Deus com esse dom. Sou muito grata ao meu pai, que me trancou no quarto um dia e disse que eu só sairia de lá com uma música pronta. Não ficou boa, mas aprendi o caminho do quarto, onde muitas vezes eu me trancaria para orar e meditar na palavra. Dessa forma surgiriam a maioria das minhas canções.

Nunca sonhei em ser cantora. Eu queria ser advogada, escritora, jornalista, médica, qualquer coisa. Meu pai foi o meu maior incentivador. Depois dele, meu marido. Costumo dizer que nesse ministério, Deus nos escolhe. Não é um caminho glamouroso e fácil como muitos pensam. Tem sido uma jornada muito árdua e cansativa, mas Deus tem dado graça e amor por esse chamado. Eu amo o que faço e não me arrependo de ter obedecido meu pai e abraçado o ide de Deus.

– Quando conheceu seu marido, ele era evangélico? Foi no namoro que descobriu o vício em drogas dele?
Conheci o Odilon aos 17 anos de idade. Logo me apaixonei. Ele era um jovem lindo, doce e carinhoso. Jamais imaginei que o meu príncipe fosse viciado. Até que, quando descobri, já estava envolvida ao extremo para pular do barco. Decidi encarar.

Entre idas e vindas, foram cinco anos de namoro e noivado. Até que na semana do casamento ele teve uma grande recaída. Deus me prometeu um pastor e eu acreditei. Depois de gritar muito com ele, descobri que somente uma vida de santidade e resignação traria o céu para dentro do meu lar. Eu não precisava apenas de um marido liberto. Eu precisava ser liberta da minha arrogância e ansiedade. Quando descobri isso, decidi amá-lo e acolhê-lo em minha vida, entregando a Deus o controle daquela situação.

Em um ano ele foi completamente liberto. Depois disso, ele foi consagrado a diácono, pastor e hoje estamos juntos fazendo a obra de Deus, cuidando de vidas, aconselhado casais. Nossa dor virou nosso testemunho de encorajamento para os casais que, por qualquer motivo, desejam desistir. Não julgamos ninguém, apenas queremos que o amor vença e que mais famílias tenham testemunhos de vitória pra compartilhar.

– A doença do seu filho Matheus comoveu milhares de pessoas. Como convive com essa dor?

Essa foi a pior dor que enfrentamos até então. Não ha nada mais devastador do que devolver um filho a Deus. Uma dor que dilacera a alma. Não houve um momento durante aqueles dias nos quais não orássemos para que Deus não o levasse. Não estávamos sozinhos. O Brasil e o mundo oraram conosco. Foi um ato da soberania de Deus, que ultrapassa nosso entendimento. Porém temos sido amparados pela presença santa e poderosa do espírito santo, que não prometeu nos explicar todas as coisas, mas prometeu estar conosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Estamos agarrados a essa realidade. Deus presente!

– O que Deus te ensinou com todo esse luto?
Tive uma experiência tremenda com Deus naqueles dias, no hospital, convivendo com pessoas enfermas, algumas em estado terminal, outras que foram curadas e voltaram ao seio da sua família. Centenas de pessoas passavam por lá, só para orar, levantar um clamor, mesmo quem não nos conhecia pessoalmente.

Um dia antes de Deus levar meu filho, Ele me disse que o milagre seria eu. Embora triste e devastada pela possibilidade de não mais ter acesso ao meu filho nesse lado da vida, fui consolada com uma verdade muito clara pra mim: Deus nunca toma decisão errada. Eu assumi essa profecia sobre mim mesma e divido-a com todos os que não viveram seus milagres da forma como esperavam. Haja o que houver, haverá um milagre. Mesmo que o milagre sejamos nós. O milagre é você! Não pare e nem desista. Deus ainda tem um futuro de paz e alegria, apesar das perdas no caminho. Eu ainda creio.

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