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DIA MUNDIAL DO SONO

Dificuldade para dormir já atinge 66% da população

Antes da pandemia, 30% das pessoas eram afetadas por esse problema no Brasil

Na pandemia, a universitária Izabelle Guimarães sofreu com estresse e ansiedade, e precisou recorrer a remédios para ter boas noites de sono

Última atualização

Ansiedade, estresse e medo são sensações que têm marcado a rotina e tirado o sono de muitos brasileiros na pandemia. Nesta sexta-feira, 18, no Dia Mundial do Sono, especialistas destacam a importância de dormir bem e apontam inovações na indústria farmacêutica para dormir melhor.

Atualmente, 66,8% da população enfrenta dificuldade para dormir, de acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto do Sono. 

Antes da pandemia, esse problema acometia, em média, entre 30% e 40% da população, segundo a pneumologista e presidente da Associação de Medicina do Sono no Espírito Santo, Jéssica Polese.

Com isso, aumentou também a busca por tratamentos para dormir melhor. De 2018 para 2021,  a procura por remédios para controlar o sono, como tranquilizantes, cresceu em cerca de 33%, conforme dados da IQVIA, elaborados pela Interfarma.

Consequentemente, a indústria farmacêutica também lançou novos produtos aliados do sono. Um deles foi um suplemento alimentar natural, lançado pela Pharmapele Vila Velha.

Ele é rico em substâncias como L-triptofano, passiflora e vitaminas B3 e B6, que ajudam a regular o sono e a reduzir o estresse, segundo o farmacêutico da Pharmapele, Márcio Mendes Mello.

Para reduzir o estresse e a ansiedade e aumentar a sensação de bem-estar, a farmacêutica da Globo Fórmula Luiza Scardua indica um ansiolítico natural, à base de relora, ansiless, L teanina e tirosina.

“Contém ativos de eficácia comprovada na diminuição da ansiedade, agitação do sono, níveis de cortisol e compulsão alimentar relacionada ao estresse”, explicou.

Entre os motivos para o aumento dessas sensações na pandemia estão a quebra da rotina, o confinamento, a falta de atividade física e a perda de familiares, conforme pontuou Jéssica Polese.

“Uma noite mal dormida tem consequências no dia seguinte, como baixa concentração, memória ruim e irritabilidade, e também a longo prazo, maior chance de obesidade e depressão”, disse.

Sobre o tratamento, a pneumologista e médica do sono Simone Prezotti destacou que varia: algumas pessoas precisam de remédio e outras, apenas mudanças de hábitos.

 













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Medicamentos para melhorar o sono

Durante a pandemia, a estudante de Enfermagem Izabelle Guimarães, 24, foi uma das que tiveram problemas de estresse e ansiedade e ela precisou recorrer aos remédios para conseguir ter boas noites de sono.

“No começo, eu me sentia muito ansiosa, não estava conseguindo dormir. De noite, a cabeça não parava, não conseguia descansar. E, depois que dormia, acordava várias vezes à noite, tinha pesadelo”, contou.

Além de tomar uma medicação vendida somente com receita, da classe dos ansiolíticos, que tratam distúrbios mentais, ela também faz uso da melatonina, hormônio que melhora o sono. Outra estratégia utilizada por ela para ter um bom sono é usar uma máscara de dormir, para evitar a claridade nos olhos.


SAIBA MAIS


Pesquisas

  • Uma pesquisa realizada pelo Instituto do Sono contou com 1.600 participantes de 24 estados do País e apontou que: 66,8% da população enfrenta dificuldade para dormir; 55,1% dos pesquisados alegaram que houve piora do sono

Outras informações

  • Um outro estudo, da Consumer HealthCare, da Sanofi, com o Instituto Ipsos, mostrou que mais de 44% têm problemas com sono há, pelo menos, 2 anos, e seis em cada 10 passaram a enfrentar a questão desde o início da pandemia.
  • De acordo com dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a compra do medicamento com a droga hemitartarato de zolpidem, um dos mais populares, cresceu desde o início da pandemia de covid em todos os estados. 
  • Em 2019, foram vendidas 8,16 milhões de caixas ou frascos. Em 2020, o número foi para 8,73 milhões.

Aumento do consumo de remédios para dormir

  • De 2018 para 2021, cresceu cerca de 33% a procura por remédios para controlar o sono (tranquilizantes, hipnóticos/sedativos e antipsicóticos) – em 2018, foram vendidas 86,4 milhões de unidades; em 2021, foram 114,9 milhões de unidades. Os dados são da empresa IQVIA e foram elaborados pela Interfarma.

Dicas de especialistas para uma boa noite de sono

  • 1 – Crie uma rotina antes de dormir. Procure relaxar, deixar o ambiente escuro e tomar um chá, por exemplo.
  • 2 – Fique longe de celulares, tablets e televisão na hora de dormir.
  • 3 – Alimente-se com comidas leves.
  • 4 – Faça atividades físicas ao menos duas horas antes de dormir.

Semana do Sono

  • Entre esta sexta-feira, 18, e a próxima quinta-feira, 24, ocorrerá a Semana do Sono, realizada pela Associação Brasileira do Sono. O evento será totalmente virtual, aberto a todos os públicos e contará com lives que abordarão sobre a importância do sono e as consequências de não dormir bem.
  • As lives serão transmitidas pelo Instagram da Associação Brasileira do Sono (@absono).

Fonte: Instituições e especialistas consultados e pesquisa AT.

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