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Do orfanato ao destaque no jiu-jitsu: conheça a história de Jonathan Rodrigues

Jonathan decidiu usar as experiências que teve na infância para trilhar um novo caminho

Jonathan Rodrigues, em uma das conquistas no esporte

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Toda criança tem direito a saúde, alimentação, dignidade e segurança. Mas nem sempre esses princípios básicos, que estão, inclusive, descritos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), são respeitados pelos adultos, colocando os pequenos em total fragilidade. 

Jonathan Rodrigues, hoje com 29 anos, sabe muito bem o que  a falta desses cuidados causa na vida de uma criança, principalmente quando  ela cresce longe de sua matriarca.

O carioca teve a mãe assassinada aos 2 anos de idade, quando eles moravam na cidade de Nilópolis-RJ. Além disso, foi vítima das mais diversas violências, entre elas, a física, psicológica e sexual. Abandonado pelo pai e demais familiares que não entendiam o motivo de sua rebeldia, o rapaz foi morar num orfanato, onde viveu momentos tristes, mas que foram importantes para a construção de seu caráter.  

Com uma forte história de vida, de uma criança que cresceu sem ter ao menos o básico, Jonathan decidiu usar as tristes experiências que teve na infância para trilhar um novo caminho. Foi no esporte que ele viu a oportunidade que tanto  precisava chegar. 

 













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“No orfanato tive uma grande pessoa que me ajudou que era o professor Fabrício. Ele abriu as portas , gratuitamente, de sua academia, para mim e outros jovens. E aí começou minha trajetória no jiu-jitsu”, conta o rapaz. 

Sozinho e sem condições de continuar com os treinos, o carioca precisava de estabilidade financeira.

“Foi aí que entrei para um cursinho e estudei bastante para o concurso da Escola de Sargentos das Armas, ESA. Passei em segundo lugar e logo iniciei o curso de formação. Concluída a formação, servi na Cidade de Tabatinga-AM, onde tentei retornar ao Jiu-jitsu, mas tive uma fratura de úmero e não pude continuar. Após ser transferido para a Cidade de Maceió, Alagoas, pude retomar o contato com o esporte e desde então não parei mais”, relata. 

Depois de 6 anos, ao assumir carreira no exército, Jonathan entendeu que precisava do esporte em sua vida e mais uma vezes, acabou “adotado” por ele. “Aos 26 anos, eu voltei a treinar, focar e hoje acumulo algumas medalhas”, disse. 

 













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Entre as vitórias conquistadas pelo lutador, destacam-se as medalhas de prata obtidas no Salvador International Open e Vitória International Open, ambas no ano de 2022.

Agora, o principal objetivo do jovem é participar do Sul-americano, que será realizado entre os dias 15 e 16 de Outubro no Rio de Janeiro.

Para custear sua ida e participação no campeonato, o jovem fez uma rifa e conta com a participação de todos. “Cada bilhete custa R$ 20 havendo o limite de participantes por numeração única. Foi a forma que encontrei para conseguir participar do campeonato e não desistir do meu sonho”, afirma.

 













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