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MÚSICO PEDE AJUDA

Doações para ajudar flautista capixaba a reformar casa em Vila Velha

Rian Cordeiro sonha em se tornar músico profissional e melhorar condição de vida da família

Creuza Cordeiro e o filho Rian Cordeiro: família reside em Morada da Barra, Vila Velha, e casa precisa de reforma

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Quem passa por uma rua do bairro Morada da Barra, em Vila Velha, vai sempre ouvir uma doce canção. É lá que o flautista Rian Cordeiro, 18 anos, ensaia para se tornar uma das promessas da música capixaba.

Mas, por trás da beleza das notas, existe uma realidade dura: com constantes alagamentos, poucos móveis e lama por todos os cantos, a casa onde ele vive com a família precisa de reparos. Por conta disso, ele está fazendo uma campanha para arrecadar doações.

“Precisamos de R$ 10 mil para rebocar as paredes, erguer um muro de entrada, entre outras coisas. Como tudo fica aberto, sentimos medo de que algo possa acontecer”, frisa Rian.

Em agosto deste ano, ao ver a situação da família, mais de 70 pessoas da igreja que eles frequentam se reuniram para fazer uma “minirreforma” no local. Ao todo, houve a arrecadação R$ 15 mil.  

“Nunca cheguei a falar que minha casa tinha problemas, mas, após eu entrar na orquestra da igreja, ganhei essa bênção. Eles ainda me estimularam a seguir nos estudos da flauta”, explica Rian.

Na primeira fase da reforma, houve a instalação de um telhado novo, a troca de toda a fiação da casa  – que corria o risco de curto-circuito – e a elevação do piso. Agora, eles precisam finalizar as obras, para não ter mais prejuízos.

“Já perdemos muitos móveis nos períodos de chuvas e eu acabei desenvolvendo problemas respiratórios,  por causa da grande umidade”, conta o irmão do flautista, Kauã, de 15 anos.

Atualmente, o sustento dos três vem somente do antigo Bolsa Família, hoje Auxílio Brasil, e de doações da comunidade. Em 2011, a mãe dos meninos, Creuza Cordeiro, 54 anos, sofreu um acidente de ônibus e precisou parar de trabalhar como cuidadora de idosos.

“Ele é muito esforçado. Sempre que posso, movo esforços para ajudá-lo, só que ainda é difícil. Toda ajuda é bem-vinda”, diz Creuza.

Além de melhorar as condições da própria família, outro sonho do jovem flautista é conseguir uma vaga na Orquestra Sinfônica do Espírito Santo (Oses). “Eu não me vejo em outra profissão. No futuro, quero me tornar um grande músico”. Veja a entrevista com Rian:

A TRIBUNA – Como surgiu a sua paixão pela flauta?

Rian Cordeiro – Tudo começou quando eu resolvi estudar piano na minha igreja, com uma professora de lá. Ela quem me apresentou o instrumento, mas eu não dei muita bola de início. Para se ter uma noção, não tive nem interesse em tocar. 

Foi só algum tempo depois que, assistindo a um culto online,  eu o escutei pela primeira vez. Fiquei apaixonado. Todos os dias eu assobiava, dedilhava e imaginava uma flauta na minha mente, mesmo sem nunca ter tocado. 

Pedi a um professor para me dar aulas de flauta e, desde então, estou em busca de me aperfeiçoar. Acabei entrando  para a banda júnior da Polícia Militar e, além disso, também faço parte do Vale Música. 

Atualmente, qual é o seu maior sonho?

Espero virar um músico profissional, fazer o bacharelado em flauta pela Faculdade de Música do Espírito Santo (Fames) e  tocar na  Orquestra Sinfônica do Estado (Oses).  

Além disso, também gostaria que a casa fosse terminada, para proporcionar uma melhor condição de vida para a minha família. 

O que falta para acabar a reforma da casa?

Muita coisa, inclusive móveis. Também precisamos de R$ 10 mil para iniciar a segunda etapa da obra, que vai focar em erguer um muro na entrada e rebocar as paredes. 

Como as pessoas podem ajudar?

Basta ligar para o nosso colega Ricardo, que é quem está tocando a reforma. O número dele é  (27) 99989-3464.

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