- Vitória, ES 22°C

Vitória 22°C

Anúncio
CIDADES

Doença da mulher de Will Smith atinge duas mil no Estado

Ator americano deu tapa em Chris Rock no Oscar após ele fazer piada envolvendo Jada Smith sobre a alopecia

Última atualização

 













|













Texto Auxiliar:
Alinhamento Texto Auxiliar:
Link Externo:
Alinhar à esquerda: true
Alinhar à direita: false
Alinhar ao centro: false
Fullscreen:
Fullscreen Exit:
Estilo:



 

A doença capilar da atriz Jada Smith ganhou os holofotes após seu marido, o ator Will Smith, dar um tapa no rosto do humorista Chris Rock depois que esse fez piada sobre a cabeça raspada de Jada durante a cerimônia do Oscar 2022.

No Estado, a estimativa é de que duas mil mulheres sejam diagnosticadas com a alopecia areata, doença autoimune que causa queda de cabelo. Devido ao problema, Jada opta por manter a cabeça raspada.

A prevalência estimada da doença é de 0,1% a 0,2% da população, segundo dados dos Anais Brasileiro de Dermatologia, de 2021. No Estado, o percentual equivale a cerca de duas mil mulheres adultas, considerando projeções populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A dermatologista Christina Drummond explica que a alopecia areata é uma doença causada por uma autoagressão do sistema imunológico aos folículos pilosos. A condição causa placas sem fios no couro cabeludo. Em grau mais elevado, ocorre a queda de pelos em todo o corpo.

“A alopecia areata pode se manifestar em qualquer idade. A coceira, a queda de fios e a dor no couro cabeludo são sinais de alerta. Toda queda de cabelo também deve ser investigada”, destaca a médica.

Os sintomas de todas as manifestações da doença são parecidos e, embora não haja cura, existem tratamentos para controlar a queda de cabelo, conforme salienta a dermatologista Pollyana Lage.

“Embora não tenha cura, é possível controlar (o avanço da doença). Por isso, é importante sempre buscar ajuda médica assim que os sintomas se manifestarem”.

A alopecia pode ocasionar, inclusive, a queda total dos fios de todo o corpo. No subtipo total, há perda dos fios em todo o couro cabeludo, segundo Pollyana.

“A doença pode se manifestar desde a cabeça até as axilas, sobrancelhas e região pubiana. Existem alguns gatilhos ambientais, como o estresse e a depressão, que podem desencadear a doença ou piorar o quadro já existente”, ressalta a dermatologista.

A fisioterapeuta dermatofuncional Marcela Rodrigues, especialista em tratamentos de queda de cabelo, diz que a doença acomete homens e mulheres, mas são elas as que mais sofrem. “A alopecia tem uma consequência psicológica maior para as mulheres. Realizar o tratamento é muito importante para conter o avanço. É necessário, também que a paciente faça psicoterapia, para trabalhar a autoestima”, orienta.


SAIBA MAIS


Alopecia

  • Alopecia é um termo genérico para qualquer tipo de perda de cabelo que deixa o couro cabeludo ou outras partes do corpo descobertas, sem pelos.
  • Sinais de alerta: a queda do cabelo, além da vermelhidão, do formigamento e da sensação de ardência no couro cabelo são alguns dos sintomas comuns.
  • Há diversos tipos de alopecia, como a alopecia areata, a alopecia androgenética e a alopecia por tração.

Alopecia areata

  • É uma doença autoimune, causada por uma autoagressão do sistema imunológico aos folículos pilosos.
  • Além de predisposição genética, existem alguns gatilhos ambientais, como estresse e depressão, que podem desencadear a doença ou piorar o quadro já existente.

Alopecia androgenética

  • De origem genética, é o tipo mais comum de queda de cabelo. Os cabelos ficam ralos e, com o tempo, o couro cabeludo fica mais aberto.
  • Nas mulheres, a região central é mais acometida (calvície de padrão feminino)
  • Já os homens apresentam falhas nas entradas e no topo da cabeça (calvície de padrão masculino).

Alopecia por tração

  • Acontece quando a pessoa faz penteados, como tranças e rabos de cavalo apertados, que forçam a raiz do cabelo. 
  • Nesses casos, pode haver dano irreversível, quando o folículo é danificado.

Tratamentos

  • Existem tratamentos orais e tópicos, com produtos e medicamentos, além de tratamentos tecnológicos.
  • Embora não tenha cura, os tratamentos impedem o avanço da doença, principalmente nos estágios iniciais. 
  • Por isso, é importante buscar atendimento médico assim que os sintomas se manifestarem.
  • Tratamentos em consultório têm eficácia maior. 

Laser Erbium

  • Estimula os folículos capilares e melhora a espessura do fio. Após, é utilizada a técnica chamada “drug delivery”, para potencializar a estimulação dos folículos capilares.

Capacete de laser LED

  • Age no interior dos folículos capilares, aumentando a vasodilatação e o fator de crescimento dos fios.
  • O tratamento ajuda os medicamentos tópicos, como o minoxidil, a ter melhor penetração, e tem ação anti-inflamatória. 

MMP Capilar

  • Com a técnica, ocorre a microinfusão de medicamentos no couro cabeludo, diretamente onde ocorre a queda capilar, estimulando a produção de novos fios nos folículos. 
  • Os medicamentos são específicos para cada tipo de alopecia.

Fonte: Especialistas consultadas.

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.