O outono pode ser considerado vilão para quem sofre de problemas respiratórios. Isso porque as alterações climáticas típicas da estação favorecem o surgimento de doenças como resfriado, gripe, sinusite, rinite, pneumonia, entre outras.
Nos consultórios e prontos- atendimentos, o impacto já é grande, com média de 30% de aumento na demanda, de acordo com especialistas e prefeituras ouvidas pela reportagem de A Tribuna.
As infecções das vias aéreas superiores, que provocam doenças como sinusite, rinite, otite e faringite, estão entre as principais queixas dos adultos, segundo o otorrinolaringologista Bruno Caliman.
“As infecções podem começar por qualquer vírus, mas o mais comum deles é o da gripe. O paciente inicia o quadro com vírus e essa infecção viral pode se prolongar e ter consequências, que são as rinites, sinusites, otites e pneumonias”, revela o médico.
Entre os casos que envolvem crianças com sintomas gripais, a procura aumentou cerca de 50% não só nos consultórios, mas também nos prontos-atendimentos.
“Acredito que por conta da volta às aulas presenciais. Mas, inicialmente, a gente não viu nenhuma gravidade nos casos”, disse.
A pneumologista Karina Tavares, que também afirma ter percebido aumento na procura por atendimento nos consultórios, disse que escuta colegas de profissão falarem sobre o aumento dos casos de doenças respiratórias nos prontos-socorros.
Ela falou sobre as principais doenças que têm acometido a população que procura ajuda. “A principal delas é a gripe, que é uma infecção viral aguda e que é bastante transmissível. Além disso, há os resfriados, rinites, sinusites, além, é claro, da própria covid-19. São doenças infecciosas que têm aumentado, principalmente, por conta dessa virada de tempo”.
Nos prontos-atendimentos de Vila Velha, a procura aumentou 30%. O mesmo aconteceu em Cariacica, com destaque para os casos envolvendo crianças: o município está fazendo este mês cerca de 300 atendimentos por dia. As prefeituras de Serra e Vitória disseram que a procura se manteve estável.
Pethala Gardiman, 27 anos, que faz parte da estatística, levou o filho Zyan, de 5 meses, com quadro gripal e tosse, para atendimento ontem no Hospital Infantil.
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