Quando a necessidade de emagrecer vira questão de saúde, se a dieta e os exercícios físicos não surtem o efeito desejado, muitas vezes, é preciso investir em medidas drásticas.

Segundo o coordenador da Bariátrica do Hospital das Clínicas (Hucam) e do Meridional Cariacica, médico Gustavo Peixoto, os tratamentos da obesidade são variados, conforme a gravidade, passando por dieta, medicamentos e tratamento endoscópico.
“De acordo com o grau de obesidade e doenças associadas, usamos o tratamento. Em casos mais graves, optamos pela cirurgia”, disse.
Peixoto explicou que a escolha é feita com base no índice de massa corporal (IMC) da pessoa, se há doenças associadas ou síndrome metabólica grave. As técnicas variam de acordo com a necessidade de cada paciente.
“Todas as técnicas podem ser feitas por laparotomia (aberta); laparoscopia (por vídeo) ou por meio da plataforma robótica (que melhora a visão e a precisão do cirurgião)”, explicou o médico.
Com o metabolismo lento desde criança, Millenna Cunha dos Santos, 21 anos, há três meses optou pela cirurgia bariátrica por meio da plataforma robótica.
“Eu tinha obesidade mórbida associada a diabetes, pesava 156 quilos e hoje tenho 118,8 kg. Com três meses, já saí da obesidade mórbida. Minha meta é chegar aos 70 quilos”, contou.
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), nos últimos dois anos foram realizados 1.013 procedimentos para combater a obesidade. Destes, 705 ocorreram em 2019, e 308, em 2020 (dados de janeiro a novembro).
Nos hospitais particulares, também houve queda no número de cirurgias. É o caso da Unimed Vitória, que teve uma baixa de 32,34%. Em 2019, foram 668 bariátricas, e no ano passado, 452.
Um dos motivos apontados para a queda é a pandemia de Covid-19, que levou à suspensão de cirurgias eletivas.
Médico afirma que operação cura paciente de diabetes
Buscando saúde, pacientes recorrem à cirurgia bariátrica para tratar a obesidade e doenças ligadas ao excesso de peso, como diabetes.
O cirurgião bariátrico e metabólico Antelmo Sasso Fin explicou que mais de 14 milhões de pessoas poderão ter a cirurgia bariátrica ou metabólica como opção terapêutica se o tratamento clínico da diabetes tipo 2 não apresentar resultados.
Ele explicou que a obesidade é uma doença de controle muito difícil e o paciente pode se tornar tão resistente à insulina que, mesmo com doses altas, não é possível o controle adequado da glicemia.
“Nesses casos, a cirurgia metabólica visa ao controle da doença. Já a bariátrica tem como objetivo a perda de peso, com as metas para contenção das doenças, como diabetes e hipertensão”.
