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INOVAÇÕES

Edição genética para 8 mil doenças

O professor James Broach, de uma faculdade de Medicina da Pensilvânia, explica que técnica pode personalizar tratamento

A técnicas de terapias e edição de genes poderão personalizar o tratamento de acordo com o que cada pessoa precisa

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Mais de 20 anos depois de anunciar o sequenciamento do genoma humano, o estudo genético e suas possibilidades ainda são um desafio e esperança para a ciência. 

A técnicas de terapias e edição de genes poderão personalizar o tratamento de acordo com o que cada pessoa precisa. É o que explica o  professor James Broch, que é  presidente do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da Penn State Faculdade de Medicina, na Pensilvânia, Estados Unidos,  e diretor do Instituto de Medicina Personalizada.

 
















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O professor esteve no Espírito Santo na última quarta-feira  para uma palestra em um evento sobre transgênicos e rotulagem, promovido pelo departamento de Biotecnologia da Ufes em parceria com  o Internacional Life Sciences Institute do Brasil. “Podemos aplicar a edição genética  para 8 mil doenças”, explicou.

A Tribuna  Qual a relação desses estudos genéticos com a medicina personalizada?
James Broach: 
O conceito da medicina personalizada é que nós entendemos a configuração de um indivíduo e  buscamos na medicina exatamente o que o corpo dele precisa. Entendendo o que muda no genoma que pode estar causando a doença que aquele indivíduo tem. 

Sabendo isso, podemos customizar a terapia genética ou a edição genética especificamente para aquele indivíduo.

Em que ponto estamos nas pesquisas genéticas?
James Broach: Por muitos anos  nós fomos capazes de pegar um gene deficiente e colocá-lo no ser humano para curar, seja qual doença  aquele gene causava. Essa é uma tecnologia disponível hoje em dia, mas é muito cara. Até ela se tornar mais barata, não será  usada amplamente. Então, essa é a real limitação da terapia genética. No futuro,  em vez de fazer  uma cópia do gene,  nós poderemos usar a  Crispr, que é a edição gênica, para  que  modifiquemos o gene nas  células para  corrigir esse erro.  

Essa direção é empolgante para qual a gente vai se movimentar em no futuro próximo. Essa tecnologia não está no mercado ainda, só em ensaios clínicos, mas  é bem promissora.

Quais são as doenças que vão poder se beneficiar  desse tipo de tecnologia? 
James Broach: Qualquer doença que seja consequência de uma variante única pode ser beneficia pela edição genética. Mas  existem muitas doenças que são  mais complicadas, que a gente ainda não sabe o que precisa ser modificado para consertar. Podemos aplicar a edição genética  para 8 mil doenças.

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