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NATAL

Em cartinha ao Papai Noel, menina de 9 anos pede comida para ceia de Natal

Campanha dos Correios segue até o dia 3 de dezembro, e a expectativa é de que 5.500 crianças sejam atendidas este ano

Gleyston Cunha é o Papai Noel dos Correios há 20 anos. Projeto recebe cartinhas de crianças de todo o Estado

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Repleto de cartinhas  escritas  à mão  e com diferentes sonhos, o funcionário administrativo Gleyston Cunha, de 47 anos, que faz o bom velhinho na campanha Papai Noel dos Correios há 20 anos, até hoje se emociona com os desejos das crianças.

Apesar da maioria dos pedidos ser por brinquedos tradicionais – como bola, boneca e pipa –, há pequenos que aproveitam para pedir por  emprego para os pais, pelo fim de algum problema na família,  entre outras situações.    

“Geralmente, essas  crianças estão em vulnerabilidade social. Muitas delas citam a falta de alimento, da vontade de ter um calçado melhor ou do material escolar”, revelou Gleyston.

A campanha dos Correios deste ano começou ontem, e segue até o dia 3 de dezembro. Participam da campanha estudantes das escolas da rede pública – até o 5º ano do ensino fundamental – e de instituições parceiras do Estado, como creches e da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).

De acordo com o superintendente estadual da instituição, Emilio Fonseca Gonçalves, um dos objetivos da campanha é proporcionar diversão para os pequenos, que enfrentaram momentos difíceis no último ano, por causa da pandemia.   

“Mesmo que as coisas já estejam voltando ao normal, entendemos que ainda há muitas pessoas sem condições financeiras de presentear os filhos. O projeto surge para levar um pouco de espírito natalino para as famílias”, afirma.

 A expectativa é que  5.500 crianças sejam atendidas neste ano, sendo que 500 são da Apae,  conforme explica Emilio. “Estamos esperançosos de que teremos a ajuda de padrinhos e madrinhas de vários lugares do Estado, pois o povo capixaba é muito solidário. Qualquer ajuda é bem-vinda, contamos com a ajuda de todos”.

 Quem quiser  fazer o Natal de uma criança mais feliz já pode procurar uma agência dos Correios, que seja participante da campanha, ou realizar o apadrinhamento pela internet. 

No Shopping Vitória, também há um ponto para adotar a cartinha e entregar o presente.    

No caso de adoção online, a entrega do presente  deve ser feita no ponto de entrega indicado pelo padrinho no Blog Noel (http://blognoel.correios.com.br).

Conteúdo das correspondências

De presentes simples ao fim da pandemia

 













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Ceia completa

Com problemas financeiros dentro de casa, uma menina de 9 anos, de Vitória, quer uma Ceia de Natal completa neste ano, já que não pôde ter esse momento de celebração com a família em 2020. 

Time do coração

Outro pedido de uma criança de 12 anos, que mora em Cariacica, é a blusa do time do seu coração, o Flamengo. Por ter problemas de saúde e estar afastado até hoje da sala de aula, quem escreveu a cartinha foi a professora do menino.

 Presente simples

Após não ter ganhado um presente no ano passado, devido à falta de dinheiro da família, um menino de 11 anos, morador de Vitória, deseja receber  apenas uma cesta de chocolate. 

Natal sem pandemia

Impactada por quase ter perdido o pai para a covid-19, em setembro deste ano, uma criança de Cariacica pediu que todas as pessoas tenham o que comer, saúde e amor. Ele ainda fez um pedido especial:  que a pandemia acabe logo. 

Literatura 

Leitora desde pequena, uma menina de 11 anos, de Vitória, quer receber um livro do Harry Potter como presente de Natal.  

Para levar ao hospital

Com um problema respiratório e de coração, uma menina de 8 anos, de Cariacica, pediu algum presente para que ela possa passar os dias melhores dentro do hospital,  nos momentos em que precisa fazer seu tratamento. Ela pediu por um pop it (bandeja à base de silicone com bolhas) ou uma  Barbie.

Entre amigos

Um menino de 7 anos, de Cariacica, pediu ao Papai Noel uma pipa para brincar com os amigos.

Entrevista com Gleyston Cunha,  Papai Noel 

“Na época do Natal, ficam na expectativa  dos presentes”

Quem veste o tão conhecido figurino de “bom velhinho” para a campanha Papai Noel dos Correios há mais de 20 anos é o funcionário administrativo da agência dos Correios do Centro, em Vitória, Gleyston Cunha, de 47 anos.  

Assim que se tornou voluntário do projeto, ele atuou em várias frentes diferentes, desde a leitura das cartas até o cadastramento e  a triagem delas. 

A tribuna – Há quanto tempo você  atua como o Papai Noel?
Gleyston Cunha – Desde o ano que entrei na empresa, no início dos anos 2000.   Exerci outras funções no projeto antes, mas fui ficando tão envolvido que comecei a substituir o antigo Papai Noel.  Em 2020, entrei como o oficial. 

Qual a importância do projeto  para as crianças ?
Gleyston Cunha –Durante a época do Natal, elas ficam na expectativa não apenas dos presentes, mas também do Papai Noel e de todos os valores que surgem junto dessa tradição. 

Com muito pouco, podemos mudar a comemoração dessas crianças e das suas próprias famílias, que, muitas vezes, não têm condições de presenteá-las. O mais importante é que nenhuma delas seja deixada de lado.  

Quais presentes elas mais pedem?
Gleyston Cunha – Os que mais “bombam” são aqueles tradicionais, como a bola e a boneca. Todo ano também tem uma “modinha” nova, e a deste ano é o pop-it, que é um brinquedo antiestresse. A maioria está pedindo. 

Paralelo a esses brinquedos, muitas delas também citam a falta de alimento, da vontade de ter um calçado melhor ou do material escolar que nem sempre é aqueles que sonhavam.

SAIBA MAIS

História da campanha

> A campanha Papai Noel dos Correios nasceu pela iniciativa de alguns empregados, que,  há mais de 20 anos, durante a rotina de trabalho, recebiam cartas escritas por crianças, destinadas ao Papai Noel – mas sem endereço. Sensibilizados, resolveram adotar eles mesmos as cartinhas e enviar os presentes.

> Com o passar do tempo, a ação  acabou se transformando num projeto corporativo dos Correios, celebrado em todo o País. 

> No Espírito Santo, participam da campanha os estudantes das escolas da rede pública (até o 5º ano do ensino fundamental) e de instituições parceiras, como creches e da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).

Como ajudar

> Neste ano, existem três formas de  fazer o apadrinhamento: pelo site http://blognoel.correios.com.br/; em um ponto de doação do Shopping Vitória, na Enseada do Suá, na capital; e nas agências dos Correios de 65 municípios do Estado.

> As cartas são lidas e selecionadas pelos doadores.

> No caso de adoção online, a entrega do presente pelo padrinho deve ser feita no ponto de entrega indicado na hora de pegar a cartinha.  

> O período de adoção e de entrega dos presentes segue até o dia 3 de dezembro.

> A expectativa é que 5.500 crianças, sendo 500 da Apae,  recebam um presente de  Natal este ano.  

> Não é permitida a entrega direta e presencial  do presente à criança e, por isso, o endereço dos meninos e das meninas  não é revelado.

Fonte: Correios-ES.

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