O Dia das Mães é uma data especial que não pode passar em branco. Em tempos de coronavírus, ele ganhou novos significados e deve ser comemorado, amanhã, de uma forma bem diferente.
Esta será a primeira vez em que a ocasião será à distância, por causa do coronavírus, o que acaba deixando as comemorações repletas de emoções, já que as formas de expressar o amor terão de ser mais contidas para todos.
Quando o beijo e o abraço apertado não podem mais fazer parte do presente, pais e filhos vão reinventar as formas de estarem juntos, mesmo que separados.
É o que vai fazer a ortodontista Flávia Gama, de 35 anos, mãe dos pequenos Pedro Gama Rosetti, de 5 anos, e Arthur Gama Rosetti, 2.
Flávia contou que está há cerca de 30 dias sem ter contato físico com a mãe, Patrícia Gama, de 68 anos, e a avó. Para encurtar a distância, ela, que mora em Vitória, conta que fará uso da tecnologia.
“Vou fazer uma videochamada. Este será o primeiro Dia das Mães que vou passar separado da minha mãe e da minha avó. Então, está sendo melancólico”.
Planos
Quem também vai adotar essa medida para se sentir mais próxima de sua mãe é a estudante de Psicologia Diana Pacheco Laia, de 28 anos, que vai passar a data com o filho Mateus Pacheco Laia, que completou 1 ano no fim de abril.
Este será seu segundo Dia das Mães e ela gostaria de estar, também, com sua mãe, Divina Pacheco. Mas a avó de Mateus cumpre isolamento social no interior Minas Gerais.
“Nós nos falamos sempre por telefone, mas a data este ano será diferente. Fica aquela sensação de vazio, de querer estar com ela. Poderia estar todo mundo junto para fazer aquele almoço”, comentou.
A capixaba e cuidadora de crianças Maria Alves, de 60 anos, que mora atualmente nos Estados Unidos, planejava uma viagem ao Estado justamente para comemorar a data com sua mãe, uma idosa de 91 anos, portadora de Alzheimer e moradora de Baixo Guandu, no Noroeste do Espírito Santo, mas precisou cancelar o encontro.
“Planejei a viagem antes da pandemia e agora nem sei”, contou.
Café da manhã para os filhos sem sair do carro
Distante dos seus filhos e netos, devido ao isolamento social em decorrência do novo coronavírus, a parapsicóloga Edna Amaral, de 61 anos, decidiu comemorar o Dia das Mães, amanhã, de uma forma bem diferente e inovadora.
Ela vai fazer um café da manhã na garagem de sua casa, em Vitória, por volta de 10 horas, e vai entregar kits via drive-thru (através do carro) para cada integrante de sua família.
“Eles vão passar de carro aqui, vou entregar os kits para cada um, incluindo minhas noras e sobrinha, pois este ano é o primeiro Dia das Mães das três”, contou.
Portadora de uma doença autoimune (em que o sistema imunológico do corpo ataca células saudáveis), a parapsicóloga disse que está respeitando todas as orientações e regras impostas pelo governo do Estado e, por conta disso, não está saindo de casa.
“Já há bastante tempo estou longe dos meus filhos e netos, que são bebês. Por isso, pensei em uma forma de ficar perto deles sem colocar nossa segurança em risco”, explicou Edna.
Para realizar a comemoração, ela afirma que vai usar todas as medidas de prevenção ao coronavírus.
“Na minha casa, moramos eu, meu marido e um outro filho. Todos vamos estar de máscaras e de luvas. Espero que minha atitude ajude outras mães a pensarem positivo em relação à pandemia”.

