
“Para mim, uma empresa que não é devidamente registrada no Crea-ES, que apresenta um material que não condiz com as especificações, que é uma empresa que na hora de estar presente para dar a devida assistência técnica também não o fez, nem durante o período de garantia, que é o caso da situação deste condomínio, é uma empresa clandestina ou laranja”, comentou Silva.
O Crea informou que atuou e notificou a empresa responsável pela fabricação e montagem do reservatório de água do condomínio, pelo não registro da empresa no Crea-ES e registro de ART pelo serviço prestado.
Segundo o presidente, o órgão notou que na maioria das vezes essas obras são feitas por empresas que não estão devidamente registradas no Crea. Isso acontece para que a obra seja feita de uma forma muito econômica, mas acaba ficando mais caro para a sociedade.
“Nós temos um problema muito sério com materiais que são produzidos clandestinamente dentro e fora do nosso Estado, temos problemas muito sérios também com as empresas que compram, adquirem caixa d’água que não batem com a devida especificação. Esse caso do condomínio da Serra, se encaixa neste problema”, explicou.
Os profissionais especialistas do Crea verificaram que o reservatório de água, construído em chapas de aço, com aproximadamente 35 metros de altura e 3,5 metros de diâmetro, apresenta importante deformidade, cujo grau de risco deve ser estabelecido e indicado por empresa de engenharia especializada. Além disso, está enferrujado, oxidado, com início de flambagem.
“Todos esses problemas que já foram verificados vão trazer riscos a toda a população e não podemos descartar a possibilidade de desabamento da torre de água que abastece a comunidade local”, afirmou Silva.
Ainda em coletiva, o presidente acrescentou que durante a operação de Carnaval, o Crea vistoriou e analisou mais de 200 obras sendo que 85% dessas obras estão irregulares.

De acordo com o Crea, durante a vistoria também foi identificada a existência de um Laudo Técnico emitido no dia 17 de julho de 2020.
“O documento, expedido por empresa especializada, com responsável técnico e registro de Anotação de Responsabilidade Técnica, já apontava, na ocasião, irregularidades, como oxidações, antes mesmo de vencer a garantia de fabricação dos reservatórios, que seria em agosto de 2020”, diz a nota.
O Conselho informou também que continuará com as apurações e realizará vistorias técnicas e fiscais até que se tenha uma solução definitiva para o caso.
SAIBA MAIS
O Crea também atuou e notificou as seguintes empresas:
– Empresa responsável por manutenção do reservatório de água, pelo não registro da empresa no CREA-ES e pelo não registro de ART pelo serviço prestado;
– Empresa responsável por manutenção em rede de sistema de incêndio, pala ausência de registro da empresa no CREA-ES e não registro de ART pelo serviço prestado;
– Empresa responsável pela obra de construção do condomínio para apresentação de documentos, projetos, responsáveis técnicos e demais informações referentes à obra e seu respectivo reservatório de água.
– Empresa responsável pela fabricação e montagem do reservatório de água, para apresentação de documentos, projetos, responsáveis técnicos e demais informações;