A economia colaborativa é a principal tendência do mercado no século 21. O compartilhamento, mais comum em relação a roupas, imóveis e automóveis, está tomando outras dimensões e chega ao mercado de festas de luxo.
No Espírito Santo, a empresária Cintia Dutra, dona da Unimport, criou uma empresa, a Share, para realizar festas de luxo compartilhadas. Para lançá-la, ela promete dar uma festa para dois casais que contarem as melhores histórias de amor. Eles vão dividir, no mesmo dia, toda a estrutura da festa.
“Estamos fazendo uma festa de R$ 500 mil compartilhada para que as pessoas possam perceber que o ponto forte de um evento não é a posse, e sim a experiência vivida ao lado de pessoas importantes”. O regulamento será divulgado no Instagram @shareeventos.
Segundo ela, sua nova empresa é a primeira do mundo no segmento de festas de luxo compartilhadas. E a ideia de criá-la surgiu a partir da observação de que muitas pessoas deixam de realizar o sonho de terem festas de casamentos, aniversários ou de outras datas importantes por não terem condições financeiras de arcar com todos os custos.

O professor de inovação e futuro dos negócios do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC/DF) Marcelo Minutti explicou que economia colaborativa é todo tipo de transação que não envolve posse do bem, por meio de troca ou aluguel. Como exemplo, ele cita Uber e Airbnb.
Esse formato traz mais pontos positivos que negativos, de acordo com o economista Eduardo Araújo. Segundo ele, a primeira vantagem é a questão financeira, por possibilitar a redução de custos ao usuário.
Araújo acrescenta que outro benefício é o aspecto ambiental.
“Quando você eleva a utilização de um bem ou serviço, faz melhor uso dos recursos naturais sem demandar a produção de novos produtos que eventualmente seriam sub utilizados”, pontuou. Mas ele destaca que também há necessidade de adaptação para negócios tradicionais sobreviverem.
Economia colaborativa
- É a prática de todo tipo de transação econômica que não envolve a posse do bem. A tecnologia é um meio utilizado para facilitar a rolagem das engrenagens que move a economia colaborativa.
- São plataformas que conectam usuários que precisam de um produto, com aqueles que os têm e podem alugar ou trocar, por exemplo.
- São exemplos os aplicativos Uber e Airbnb. Eles promovem o uso de carros e imóveis respectivamente, sem que o usuário tenha a posse deles.
Vantagens
- Traz economia para os usuários já que o custo é compartilhado, saindo mais em conta.
- Cria novas oportunidades de negócios e possibilidades de acesso a produtos e serviços.
- Traz a vantagem ambiental já que possibilita um melhor aproveitamento dos recursos existentes.
- Contribui para não deixar equipamentos e serviços ociosos.
- A curiosidade por experimentar o novo pode atrair mais usuários.
Desvantagens
- Apesar de ser boa para o consumidor, a concorrência pode interferir em negócios tradicionais levando aqueles que não se adaptarem à nova realidade à falência.
- Com a queda no número de compras, devido ao compartilhamento, a tendência é de que as fábricas passem a produzir em menor quantidade e tenham que repensar o modelo de negócios.
- Produzir menos e vender menos gera impacto negativo no número de empregos nessas áreas.
Futuro
- A tendência é de que a economia colaborativa cresça cada vez mais, à medida que as pessoas priorizem a experiência e o uso em vez da posse.
Fonte: Eduardo Araújo, economista e o professor de inovação e futuro dos negócios do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC/DF) Marcelo Minutti.
