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Empresário que morreu em acidente comprou jetski dois dias antes

Renan Pedro Figueiredo morreu após bater em outra embarcação no último domingo e sofrer traumatismo craniano

Renan Pedro Figueiredo: moto aquática havia sido comprada na última sexta-feira
Foto de perfil de Nicolas Nunes

Nicolas Nunes

Nicolas Nunes é formado pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Com passagem pelo jornal australiano The Courier Mail, e participação na Jornada Galápagos de Jornalismo, atua como repórter do jornal A Tribuna e do Tribuna Online.

Última atualização


O empresário Renan Pedro Figueiredo, de 35 anos, que morreu após colidir a moto aquática que pilotava com outra no Canal de Camburi, na Baía de Vitória, na tarde do último domingo, havia comprado a embarcação na última sexta-feira.

Durante o passeio, o tio do empresário, que estava com ele na moto aquática, teria caído em uma região de mangue.

Ao tentar socorrer o tio, Renan teria colidido com o outro jet ski e sofrido traumatismo craniano, contou Michelle Figueiredo, esposa da vítima, para a TV Tribuna/Band.

“Renan estava em casa, convidou minha mãe e a mãe dele para o almoço do Dia das Mulheres, e no período da tarde chamou o tio para dar uma voltinha de jet. Na sexta-feira ele tinha comprado um jet novo, para os dois poderem andar juntos. No trajeto, o tio do Renan acabou caindo no mangue. Preocupado, meu esposo foi socorrer o tio, mas, acredito que pelo nervosismo, colidiu com o outro jet ski, e sofreu traumatismo craniano”, contou a esposa da vítima.

Renan era empresário do ramo de refrigeração e estava com a documentação em dia para pilotar a moto aquática, conta Ivan Carlini, outro tio da vítima, que não estava no momento do acidente.

“Ele possuía habilitação para pilotar o jet, era muito trabalhador, do ramo empresarial de refrigeração. É um momento triste para a família”, lamentou Ivan.

Após a colisão frontal entre as motos aquáticas, populares socorreram o empresário, que foi levado para uma marina. Foram feitas manobras de ressuscitação, mas a morte foi constatada ainda no local.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, que foi acionado para a ocorrência, o condutor da outra moto aquática não precisou de atendimento médico.

Em nota, a Marinha informou que os envolvidos no acidente possuíam habilitação e a documentação das embarcações estava na validade. O outro condutor realizou teste do bafômetro, que deu negativo. A Polícia Civil informa que o caso seguirá sob investigação.

“Sempre use colete salva-vidas ao pilotar jet ski e conduza a embarcação em uma velocidade moderada”, orientou a major Gabriela Andrade, do Corpo de Bombeiros.

Piloto deve ficar a 200 metros da costa

Velocidade segura no jet ski

Conduzir a embarcação em uma velocidade segura para o local, sempre a 200 metros da costa.

Reduzir a velocidade caso haja fluxo intenso de embarcações ou banhistas praticando esportes aquáticos.

Estar com a vistoria da embarcação em dia, assim como toda a regularizção da moto aquática

Buscar treinamento adequado para evitar perda de controle, colisões, abalroamentos e outros acidentes.

Mortes e acidentes

Três pessoas morreram por acidentes envolvendo jet skis no Estado de 2025 até o momento.

Duas vítimas morreram no ano passado. Renan Figueiredo foi a primeira fatalidade de 2026.

Seis acidentes foram registrados do início de 2025 até 9 de março deste ano.

Quatro pessoas ficaram feridas no ano passado e duas neste ano.

Fonte: Capitania dos Portos e Corpo de Bombeiros do Espírito Santo (CBMES).



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