
Desde a interdição, as linhas de ônibus que operavam em Itaparica foram distribuídas pelos outros terminais de Vila Velha, o que vem causando transtorno para 45 mil passageiros. Já são 30 dias de longas filas, superlotação e aumento no tempo de viagem.
Por conta desse transtorno, a PGE também pede que as empresas paguem cerca de R$ 3,5 milhões em indenização pelos danos morais causados na população. De acordo com o Procurador-geral do Estado, Alexandre Nogueira Alves, esse valor será investido em melhorias em mobilidade urbana.
“Visamos o ressarcimento porque toda sociedade vem sofrendo muito com a interdição do terminal. E todo esse valor será revertido, principalmente, no Sistema Transcol da Grande Vitória”, afirmou Alves.
O Governo do Estado acredita que o problema foi causado por erros na obra. Com isso, as empresa NBC Arquitetura (responsável pelo projeto) e Imbeg Engenharia (responsável pela execução) podem ter de pagar R$ 7 milhões pelo que já foi gasto com o telhado e R$ 5 milhões por conta da nova estrutura que será construída.
A alegação do Governo do Estado é de que o projeto feito pela NBC Arquitetura não apresentava especificação de dimensões dos materiais utilizados na obra, além da ausência do projeto de contravento. Já a Imbeg Engenharia teria utilizado material inadequado.
O outro lado
O sócio-proprietário da NBC Arquitetura, Luiz Alberto Cirico, disse que a empresa ainda não foi notificada, mas que o projeto foi realizado dentro das normas técnicas. “Nosso engenheiro detectou que a execução não seguiu o projeto que fizemos”, disse.
A reportagem procurou a Imbeg por telefone e e-mail, mas não teve resposta.