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ES registra mais uma morte por febre maculosa

Este é o segundo óbito pela doença registrado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) esta semana

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Nathália Cantarela

Formada em Jornalismo pela Faesa, Nathália escolheu o curso porque ama escrever. Durante o curso também se apaixonou pelo audiovisual, e estagiou apresentando o jornal da faculdade. Após formada, fez curso de imersão no jornalismo e hoje apresenta o Boletim de Notícias, além de escrever para o site.

Última atualização

O Espírito Santo registrou nesta quinta-feira (22) mais uma morte causada pela febre maculosa. A doença, transmitida pela picada do carrapato, já foi confirmada em 12 pessoas nas cidades capixabas neste ano. 

De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o óbito confirmado pela doença ocorreu em Conceição da Barra, na região Norte. Na última segunda-feira (19), outra morte pela febre maculosa já havia sido registrada, desta vez em Barra de São Francisco, no Noroeste do Estado.

LEIA MAIS: Entenda como a febre maculosa afeta o corpo humano e por que pode matar

Além dessas, outra morte foi registrada este ano pela Sesa. Nesta quinta, a Secretaria corrigiu a informação deste caso, que havia sido contabilizado nos números do ano passado. O paciente iniciou os primeiros sintomas da doença em dezembro de 2022, mas faleceu no dia 01 de janeiro de 2023.

Com a atualização deste número, o ano de 2022 passa a ter 25 casos confirmados e 10 óbitos registrados pela Sesa. Já em 2023, já são 12 casos confirmados pela Secretaria, e três óbitos, ocorridos nas cidades de Colatina, Barra de São Francisco e Conceição da Barra.

A DOENÇA

A febre maculosa é transmitida aos seres humanos pela picada de carrapatos infectados com bactérias do gênero Rickettsia, mas não há contágio de pessoa para pessoa. 

A manifestação de sintomas é variada, podendo apresentar uma fase de sintomas gerais, como febre alta, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos, ou a fase específica, como vermelhidão nas pernas, mãos e pés. Já o tratamento é realizado com antibióticos. 

Desde o ano passado, o Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo (Lacen/ES) passou a realizar exames de PCR para a febre maculosa, auxiliando no diagnóstico dos casos suspeitos.

“Em relação ao período de maior ocorrência de casos, esse acontece entre os meses de agosto a outubro, devido ao aparecimento da fase de ninfa do carrapato”, informa a Sesa.

A secretaria também afirmou que entre as ações realizadas pela pasta estão o alerta aos profissionais da Saúde para suspeição da doença; capacitações aos profissionais médicos, enfermeiros e agentes de saúde; visitas aos locais para acompanhamento in loco; além do trabalho de educação de saúde orientada pela Sesa e promovida pelos municípios. 

SAIBA MAIS

> A doença

  • Transmitida aos seres humanos pela picada de carrapatos infectados pela bactéria Rickettsia rickettsii.
  • Infecção caracterizada por febre alta e elevada taxa de mortalidade.
  • Zonas rurais, de mata, floresta e com presença de animais silvestres são os principais ambientes onde o carrapato é encontrado.

> Sintomas

  • Gerais: Febre alta, dor de cabeça, mal-estar, dor muscular, náuseas e vômitos.
  • Específico: Manchas avermelhadas nas pernas, mãos e pés, entre o 2º e 5º dia de evolução da doença.

> Tratamento

  • Realizado com antibióticos (doxiciclina e cloranfenicol ).
  • O quanto antes for iniciado, maiores as chances de evitar o agravamento da doença. 

> Prevenção

  • Evite áreas infestadas por carrapatos. Utilize repelente. O mesmo que espanta mosquitos também reduz as chances de picadas de carrapato. 
  • Dê preferência a roupas com mangas compridas e de cores claras, pois isso facilita a visualização dos carrapatos.
  •  Utilize calçados fechados.
  • Se tiver cabelo comprido, mantenho-o preso e, se possível, utilize chapéu ou boné.
  • Faça autoinspeção regularmente para verificar a presença de carrapatos.

> Como eliminar o carrapato?

  • Remova-o com o auxílio de uma pinça, realizando pequenos movimentos de torção.
  • Não esmague o carrapato com as unhas nem com outro material. Isso pode liberar as bactérias e infectar áreas lesionadas.
  • Evite puxar o carrapato diretamente, isso pode fazer com que a cabeça dele se desprenda e fique na pele.
  • Utilize luvas no procedimento.
  • Faça a limpeza da pele com água e sabão.
  • Coloque o carrapato em um recipiente com álcool e o mantenha fechado para matá-lo. 

> Casos no ES

  • Até o momento, 12 casos foram confirmados, todos em cidades do interior. 
  • 3 mortes foram registradas (em Colatina, Barra de São Francisco e Conceição da Barra).
  • Em 2022, durante todo ano, foram 25 casos confirmados. Deste total, 10 morreram.

Fonte: Pesquisa AT e Sesa

 













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