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Saúde

Especialistas explicam os riscos de pegar varíola

Eles contam que locais fechados e com aglomerações, como festas, têm risco alto de contaminação

Marcas de varíola no corpo de paciente: principal forma de contágio da doença é no contato pele a pele

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Desde o mês de março, a doença causada pelo vírus monkeypox tem sido motivo de preocupação da Organização Mundial de Saúde (OMS) devido ao surgimento de um surto em diversos países, incluindo o Brasil. 

No País, mais de mil pessoas já foram contaminadas com a varíola zoonótica, sendo cinco casos confirmados no Espírito Santo.

A principal forma de contágio da doença é no contato pele a pele. Diante disso, especialistas alertam para o perigo de aglomerações em festas, bares e academias. 

O infectologista Crispim Cerutti, doutor em doenças infecciosas e professor da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), explica que  ambientes fechados contribuem para a proliferação da doença.  

“Uma pessoa pode transmitir o vírus por até quatro semanas após a contaminação, é um período considerado longo. Ambientes fechados,  com aglomeração, devem ser evitados, como festas, bares, locais com chances de contato alto”, comenta.

A infectologista Euzanete Coser cita a importância da higienização de aparelhos nas academias. 

“É importante higienizar os aparelhos antes de utilizar, porque objetos ou superfícies contaminadas podem ser fonte de contágio, principalmente se a pessoa estiver com partes do corpo expostas”, alerta.

Já a doutora em saúde internacional e professora da Ufes Creuza Rachel Vicente enfatiza que a transmissão independe do ambiente, mas sim do contato pele a pele. 

“Você pode ter a doença ao compartilhar objetos em casa ou em festas. Em relação às atividades externas com maior risco, a que vemos  mais  são  aglomerações em festas, onde geralmente você  tem maior contato  pele a pele e compartilha bebidas”.

Entenda os riscos

Alto risco

– Contato direto com lesões na pele, crostas  e fluidos corporais.

– Relação sexual.

Risco aumentado

– Festas com aglomeração em locais fechados. 

– Contato íntimo com fluidos corporais possíveis em beijos e abraços.

Risco intermediário

– Compartilhar bebidas, talheres e  itens de higiene pessoal.

Baixo risco

– Festas em ambiente externo com pessoas completamente vestidas.

– Transmissão em ambiente de trabalho.

– Experimentar roupas em lojas.

– Contato com maçanetas.

– Viajar em ônibus ou avião, além de usar transportes públicos.

– Banheiros públicos.

– Piscinas e banheiras.

Fonte:  Departamento de Saúde Pública de Chicago.

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