Dados do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) informam que 785 crianças se encontram em abrigos em todo o Espírito Santo. Entre os principais motivos que as levam a serem acolhidas estão negligência, situação de rua e conflitos familiares.
Nesses abrigos, essas crianças recebem atenção integral que vão desde cuidados médicos até alimentação. Durante o acolhimento, é realizado um trabalho de reintegração com a família ou parente que tenha alguma intimidade e, em último caso, são levadas à adoção.
Segundo o TJES, atualmente são 108 crianças disponíveis para adoção no Espírito Santo, sendo que delas já estão vinculadas a pretendentes e 69 não estão vinculadas.
O juiz da Vara da Infância de Colatina, Ewerton Nicoli, afirma que, das 785 crianças abrigadas no Estado, 280 tem até seis anos de idade e quase 400 são maiores de 10 anos.
“A maioria se deve a problemas relacionados à dependência química de pai e mãe, abandono, condutas de negligência, como a ausência de cuidados básicos de alimentação e higiene, e há muitos casos também que o responsável pela criança passou por algum tipo de transtorno psiquiátrico”.
Para a psicóloga Aline Hessel, o grande problema na vida dessas crianças são os motivos que as levaram a não estar no seio familiar. E, para a especialistas, o principal papel dos abrigos é proteger à infância.
“O que realmente pode gerar traumas é logo na primeira infância elas sofrerem qualquer tipo de violência. Quando isso ocorre pelos pais, é algo ainda mais traumático e, nesses casos, os abrigos têm um significado de proteção à criança”.